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Assad avisa que os EUA devem se "preparar para tudo" em caso de guerra

Assad foi claro na entrevista exclusiva à emissora norte-americana de televisão CBS: “[Os Estados Unidos] devem se preparar para tudo" 09/09/2013 às 16:32
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Assad disse que o Parlamento dos EUA deve analisar atentamente a proposta de ataque à Síria encaminhada pelo presidente, Barack Obama
Renata Giraldi*/Agência Brasil Brasília

O presidente da Síria, Bashar Al Assad, avisou nesta segunda-feira (9) que os Estados Unidos, que ameaçam deflagrar uma intervenção armada contra o território sírio, devem se "preparar para tudo", se decidirem pela operação. Assad foi claro na entrevista exclusiva à emissora norte-americana de televisão CBS: “[Os Estados Unidos] devem se preparar para tudo".

"O governo [sírio] não é o único ator na região. Há diferentes partes, diferentes facções e diferentes ideologias", disse Assad, informando que não exclui o uso de armas químicas "se os rebeldes ou terroristas ou qualquer outro grupo as tiverem". "Não sou vidente, não posso dizer o que vai acontecer", acrescentou.

Assad disse que o Parlamento dos Estados Unidos deve analisar atentamente a proposta de ataque à Síria encaminhada pelo presidente norte-americano, Barack Obama. "O mundo está desiludido com a administração Obama”, disse o sírio. "Esperávamos que fosse diferente da administração [George W.] Bush [antecessor de Obama]".

Em seguida, Assad acrescentou: "O Congresso [norte-americano] vai votar dentro de dias e creio que o Congresso é eleito pelo povo para o representar. Os parlamentares devem questionar-se sobre o que as guerras dão à América”, disse o presidente, acrescentando que a resposta é "nada".

O presidente da Síria reiterou que não existem provas que os ataques químicos, do último dia 21, que matou cerca de 1,4 mil pessoas foram provocados pelo governo. “[O secretário de Estado John] Kerry não apresentou qualquer prova", disse ele. "Da zona onde se diz que o governo usou armas químicas só temos vídeos e alegações. Nós não estávamos lá. Como se pode falar de uma coisa sem ter assistido?"

*Com informações da agência pública de notícias de Portugal, Lusa

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