Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
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Ativistas e autoridades lançam comitê para combater homofobia

Crimes envolvendo orientação sexual são recorde na região Norte. Por conta do crescimento, um termo de cooperação técnica foi assinado por Estados



1.gif Comitê de enfrentamento à homofobia é lançado no AM
30/04/2013 às 07:57

O Amazonas é o Estado com maior incidência de crimes envolvendo homofobia, na Região Norte, segundo a coordenadora do Fórum de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros (LGBT) do Amazonas, Sebastiana Silva.

Somente este ano, cinco casos de mortes envolvendo a questão da orientação sexual foram registrados segundo ela. “Esse número pode ser ainda maior, já que existem outros sendo investigados”, disse.

Em todo País, foram 228 casos em 2011 e 338, no ano passado, segundo Sebastiana. Por conta desse aumento, vários Estados assinaram um termo de cooperação técnica com o Ministério da Justiça a fim de criar comitês de enfrentamento e monitoramento dos casos. O do Amazonas foi lançado oficialmente nesta segunda-feira (29), no auditório da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AM), no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul. É o 4º Estado a criar um comitê, de acordo com a representante da Comissão da Diversidade Sexual da OAB-AM, Alexandra Zangerolame.

“O Amazonas revelou-se o 2º Estado mais homofóbico do País de acordo com as denúncias registradas pelo disque-100. Esse comitê vai passar a aglutinar as informações que estavam espalhadas pelas secretarias e órgãos do pode público para responder a essa pergunta: precisamos saber se é isso mesmo ou se aqui as pessoas procuram mais seus direitos”. 

Segundo Alexandra, hoje não existe um controle feito da polícia sobre esses crimes. “Vamos a partir de agora unir aquele que precisa do atendimento com aquele que executa as medidas de proteção”, disse.

A coordenadora de promoção dos direitos LGBT da Secretaria Nacional de Direitos Humanos, da Presidência da República, Symmy Larrat, disse que a ideia do Governo Federal é implantar um sistema nacional de enfrentamento, a partir das criações de comitês estaduais. “Os comitês são ferramentas importantíssimas de acompanhamento e fiscalização. São eles que vão estimular a criação dos conselhos e de coordenadorias e acompanhar todos os casos de violências”, disse.

A Gerente de Promoção dos Direitos Relativos à Livre Orientação Sexual do Departamento de Direitos Humanos da Semasdh, Paola Souza, informou que, além do Disque 100, existe o Disque Direitos Humanos (0800-092 6644), responsável por verificar denúncias e fazer o encaminhamento adequado.

Jeane Alves, membro do Coletivo Tucandeira e do Coletivo Feminista Baré, acredita que esta seja uma medida eficaz, a favor da liberdade do ser humano e contra violência extremada.

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