Publicidade
Cotidiano
TRANSPARÊNCIA

Ativistas reclamam direitos de países pobres em reunião do G20 na Alemanha

Cerca de uma centena de manifestantes se reuniram no sul da Alemanha para chamar a atenção sobre temas que passam despercebidos na agenda global 17/03/2017 às 13:44
Show agencia
G20 acontece nesta sexta-feira em Baden-Baden, na Alemanha (Foto: Reprodução)
da Agência DPA Baden-Baden (ALE)

Uma maior transparência tributária em escala global e o alívio da dívida dos países pobres são as principais reclamações formuladas por ativistas aos ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20 reunidos nesta sexta-feira (17) na cidade alemã de Baden-Baden. As informações são da Agência DPA.

Em um momento em que os postulados protecionistas de Donald Trump causam incertezas e dominam o debate do encontro multilateral, cerca de uma centena de manifestantes se reuniram nesta cidade do sul da Alemanha, famosa por seu antigo cassino e suas águas termais, para chamar a atenção sobre temas que geralmente passam desapercebidos na agenda global.

A Erlassjahr.de, maior aliança alemã de ativistas a favor do desenvolvimento e da cooperação mundial, que participou dos protestos, alerta que os níveis da dívida em alguns países em desenvolvimento são insustentáveis e pede ao G20 que "reconheça a ameaça de novas crises da dívida soberana em países pobres" e apoie a criação de um sistema que possa resolver rapidamente um endividamento perigoso. “A dívida vai asfixiar estes países", disse Mara Liebel, membro da Erlassjahr.de.

Cassino e evasão fiscal

"Os ministros de Finanças do G20 se reúnem em um cassino em Baden-Baden para falar sobre dinheiro. Será que para os ministros de Finanças do G20 isto não parece ser uma contradição? Para nós, a evasão fiscal não é um jogo", escreveu a organização humanitária Oxfam em sua conta do Twitter.

Já a Attac, associação internacional que promove o controle democrático dos mercados financeiros, instou os ministros do G20 a pôr um fim à evasão fiscal das multinacionais, destacando que suas práticas prejudicam as economias de países em desenvolvimento.

Publicidade
Publicidade