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Cotidiano
PROTESTO

Ato 'Fora Temer - Manaus' é marcado para sábado, no Largo São Sebastião

É a primeira mobilização agendada na cidade após a confirmação do impeachment de Dilma Rousseff e a posse de Temer como novo presidente 31/08/2016 às 18:45
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Michel Temer foi empossado oficialmente hoje a tarde, menos de três horas após o fim do julgamento do impeachment / Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom / ABr
Janaína Andrade Manaus (AM)

Uma hora após o plenário do Congresso Nacional dar posse a Michel Temer (PMDB) como presidente da República, foi criado um evento no Facebook intitulado ‘Fora Temer – Manaus’. A mobilização está marcada para o sábado, 3 de setembro, às 17h, no Largo de São Sebastião, no Centro da cidade.

Militante da União da Juventude Comunista (UJC), a estudante de História da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Fernanda Fernandes, 20, afirma que o ato pretende unir movimentos sociais que foram contra o impeachment de Dilma Rousseff (PT). 

“O ato é um canal de discussão. Apesar de ser algo recente, a resposta precisa ser rápida, e o ato traz essa proposta. O nosso voto não foi levado em consideração e esse é um governo que tem como proposta agradar a classe burguesa”, explicou. 

A criadora do evento sustenta que o processo de impeachment de Dima foi “ilegítimo”. “Este processo passou por cima do voto de mais de 54,5 milhões de brasileiras e brasileiros. Vamos lutar pela permanência dos nossos direitos sim, resgatando também os direitos perdidos, e buscando o fim dessa democracia burguesa que serve apenas a sua classe”, declarou Fernanda.

Membro do movimento ‘Fora Temer – Manaus’, a jornalista Macarena Mairata, 29, defende que o Governo Temer será “muito pior para a classe trabalhadora”. “Não reconhecemos e tampouco reconheceremos Michel Temer como presidente da nação brasileira. Este, não representa a classe trabalhadora e sim governará para os banqueiros, os industriais, o grande comércio, as grandes empresas de serviços e o agronegócio. E conclamamos para o ato de sábado toda sociedade que não reconhece este governo ilegítimo  e que luta por uma sociedade pautada pela livre associação das pessoas na construção de um mundo sem opressão e exploração”, afirmou Macarena.

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