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Atração de investimentos, Zona Franca de Manaus se torna opção contra a crise do Sudeste

Empresas de Minas Gerais buscam os incentivos fiscais que a capital amazonense oferece e prometem gerar três mil empregos em 2016 19/05/2015 às 10:20
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Roberto de Souza Pinto, do Sindivel, destaca que o Estado de Minas vem criando restrições aos incentivos estaduais
Saadya Jezine Manaus (AM)

O presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares do Vale da Eletrônica (Sindvel), Roberto de Souza Pinto, esteve em Manaus ontem para anunciar o interesse de empresas de Santa Rita de Sapucaí, em Minas Gerais, em investir na Zona Franca de Manaus (ZFM). A previsão é que até o segundo semestre de 2016, 40 empresas sejam instaladas no polo, gerando mais de 3 mil novos empregos, com faturamento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

A decisão de transferir-se para Manaus é uma resposta à crise econômica que o País enfrenta, uma vez que os incentivos da Zona Franca de Manaus garantam maior competitividade no cenário adverso. Para Rodrigo Borges, diretor sócio da empresa Citrox, o imposto de importação, IPI, imposto de renda da Sudam (com 75% de redução) são fatores que contribuíram para instalação de uma filial da empresa em Manaus, além da existente em Santa Rita. “Dificilmente terá outro polo com esses benefícios que tempos no PIM”, destaca o empresário.

O Vale da Eletrônica, em Santa Rita do Sapucaí, atualmente tem 153 empresas instaladas. A previsão é trazer pelo menos 40 para o polo de Manaus, sobretudo nos segmentos de áudio e vídeo. “A ZFM já tem empresários que querem investir na região. O que nós pretendemos agora é começar a articulação política. O sindicato está de portas abertas para qualquer instituição que queira estabelecer esse diálogo”, enfatiza o presidente Roberto de Souza.

A medida prioritária seria o investimento no polo de Manaus, ou em Xenzen, na China. “Mas para nós, e para o Brasil, é melhor produzir aqui, em Manaus”, destaca Roberto de Souza.  Para o Superintendente Interino da Suframa, Gustavo Igrejas, “a Suframa tem um pacote de incentivos que possibilita que essas empresas venham para cá, ao invés de acabarem se mudando para a Ásia”.

Igrejas ressalta também que a crise não é do modelo zona franca. “Ela (a crise) está no âmbito nacional e mundial. O problema de competitividade dessas empresas, o incentivo da Zona Franca e os demais pacotes de incentivos, podem contribuir para que essas empresas venham para o polo industrial de Manaus”, destaca.

Em Minas Gerais, alguns incentivos foram cortados e a tentativa para retomar é incerta. “Minas Gerais tem os benefícios incentivados do ICMS. No momento, só está operando as que já estavam”.

Cenário geral favorece a Zona Franca

Para o conselheiro do Centro de Industria do Estado do Amazonas (Cieam), Maurício Loureiro, os acontecimentos no Brasil estão contribuindo para que as empresas se desloquem para Manaus. No entanto, é necessário que saibam que tipos de empresas estão chegando na região. “Precisamos saber só que investimentos são esses”, destaca.

Para ele, a situação econômica brasileira favorece a chegada de novas empresas no PIM. “Talvez o empresário esteja tendo a visão de que o momento é agora”, destaca. No entanto, um agravante nesse processo é o descaso do governo federal com a Zona Franca de Manaus. “Se eu fosse governador, representante da Suframa, eu estenderia tapete vermelho agora pra esse pessoal”.

Vantagem 

Assim como Minas Gerais, vários Estados oferecem incentivo de ICMS para atrair empresas. Com a crise econômica, as receitas estaduais caíram e os governos vêm optando por reduzir ou mesmo extinguir esse tipo de incentivo. Melhor para a Zona Franca, que se torna uma opção para tais empresas.


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