Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
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Atraso em campanha de prevenção a gripe aumenta casos da doença em Manaus

O secretário municipal de Saúde, Evandro Melo disse que a imunização promovida pelo Ministério da Saúde chega atrasada por conta da nossa localização e das estações trocadas (inverno/verão)



1.jpg Com a campanha de imunização da gripe sendo feita no período errado, número de casos da doença aumentou em 40% segundo Secretaria Municipal de Saúde
20/02/2013 às 10:06

A necessidade de realização da campanha de prevenção da gripe nos Estados da Região Norte a partir do mês de outubro e não em abril, como acontece nacionalmente, foi confirmada pelo diretor da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque. Em entrevista na última segunda-feira, o secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, atribuiu o aumento de 40% no número de atendimentos a problemas relacionados com gripe a intensificação do período de chuvas.

Melo disse que a imunização promovida pelo Ministério da Saúde chega atrasada por conta da nossa localização e das estações trocadas (inverno/verão). A imunização contra gripe chega atrasada, em abril, no auge do período de chuvas, quando deveria ser em outubro, para prevenir os quadros da doença, afirmou ele, lembrando que o Estado do Amazonas discute com o MS a possibilidade de realizar a campanha a partir do mês de outubro, período de início das chuvas. Esse, segundo ele, é o período ideal, já que para quem quando a vacina chega em abril, quem tinha que adoecer já adoeceu.

VIGILÂNCIA

Bernardino Albuquerque, afirma que a discussão a respeito do melhor período para a campanha de prevenção já vem ocorrendo não só em relação a gripes, mas também a poliomielite. Ele, no entanto, diz que algumas dificuldades operacionais acabam tornando essa questão complicada por conta da necessidade de produção da vacina e da distribuição dela em todo o País.

“Uma vacina tem que ser preventiva, pois não adianta trabalhar a campanha quando a doença já ocorreu”, afirmou o diretor, reconhecendo que isso acaba acontecendo no Estado, que ainda tem um agravante: a dependência do regime das águas dos rios para acessar algumas comunidades. No caso da campanha tanto contra a poliomielote quanto contra gripe, Bernardino assegura que o melhor período para a campanha seria no momento da enchente, a partir do mês de outubro. “A solução que vem sendo adotada é ampliar o número de dias de realização da campanha nacional, visando chegar a comunidades mais distantes que ficam inacessíveis no período da campanha contra a pólio”, exemplificou. Como esta campanha é feita em duas etapas, a aplicação dessa vacina é prolongada sendo associada a outras, o que garante a cobertura. Nacionalmente, essa campanha tem sua primeira etapa realizada em maio/junho e a segunda em agosto/setembro, período da vazante dos rios amazônicos.

Ampliação dos serviços em oito UBS

A ampliação do atendimento nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) do município é a alternativa para buscar aliviar a demanda pelos serviços de saúde no âmbito da cidade de Manaus, informa a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa).

Na rede municipal, oito unidades básicas estão atendendo até as 21h oferecendo consultas com clínicos e especialistas nas áreas de pediatria, odontologia, ginecologia, além de diagnóstico de malária, dengue, tuberculose, prevenção ao câncer de colo de útero e pré-natal para grávidas. As seguintes UBS estão funcionando em horário ampliado: Maria Leonor Brilhante, no bairro Tancredo Neves, Dr. José Rayol dos Santos, no bairro Morro da Liberdade (Distrito de Saúde Sul), a Unidade de Saúde Ambulatorial (USA) Sálvio Belota e a UBS Áugias Gadelha (Distrito de Saúde Norte), USA Alfredo Campos (Distrito de Saúde Leste); e as UBSs Leonor de Freitas e Deodato de Miranda Leão (Distrito de Saúde Oeste).

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