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Atual prefeito de Coari ameaça renunciar caso Adail Pinheiro seja solto e volte ao cargo

Vice-prefeito de Coari, Igson Monteiro (PMDB), que assumiu o município com a prisão de Adail Pinheiro, afirmou que quer desvincular sua imagem ao do ex-prefeito 17/11/2014 às 09:09
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Prefeito em exercício, Igson Monteiro, afirma que recebeu como herança do ex-aliado, uma dívida de R$ 50 milhões
luciano falbo Coari (AM)

O prefeito em exercício de Coari, Igson Monteiro (PMDB), afirmou que renunciará ao mandato no caso de retorno de Adail Pinheiro (PRP) ao cargo. Adail, que é réu em processos por suposta prática de crimes sexuais contra crianças e adolescentes, e por crimes de corrupção, está preso desde o dia 8 de fevereiro.

“Se ele voltar e assumir (a prefeitura): é ele entrar por uma porta e eu sair pela outra. Acredito que eu não tenho mais como trabalhar em Coari se ele voltasse. Eu não teria condições de voltar a trabalhar como vice-prefeito. Automaticamente, eu pediria a minha renúncia. Depois de todos esses fatos, e da forma como ele vinha trabalhando, atrasando pagamentos, para mim não tem como”, afirmou neste domingo (16) para A CRÍTICA.

Igson Monteiro afirmou que quer desvincular sua imagem de Adail Pinheiro, com quem foi eleito em 2012. Parlamentares da Assembleia Legislativa pediram intervenção no município sob a justifica de que Adail Pinheiro, mesmo preso, estaria governando. Entre os argumentos para garantir que Adail não está no comando da prefeitura, a segunda mais rica do Amazonas que perde apenas para a capital, Igson Monteiro citou a exoneração do secretariado herdado de Adail e de quase 500 funcionários do segundo escalão da administração.

Também afirmou que Adail deixou uma dívida de R$ 50 milhões, a qual ele afirmou ter renegociado. “Estamos fazendo uma reforma administrativa. Estamos cumprindo os contratos e mantendo uma boa realação com a Câmara de Vereadores. Inclusive, trouxemos para a base alguns parlamentares que faziam oposição ao Adail. Está tudo muito diferente. A prefeitura está com uma cara nova”, disse.

Sobre o teor das acusações contra Adail, Monteiro disse que “a Justiça está aí para julgar”, que não tem conhecimento de nenhuma prática de pedofilia e que não apoia quem pratica esse crime. “As portas da prefeitura estão abertas para o MP, a imprensa e qualquer órgão que quiser saber informações”, disse.

Títular do cargo pode ser solto

O recurso no qual o prefeito afastado de Coari Adail Pinheiro pede para ser solto será colocado em julgamento amanhã na Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Desde o dia 8 de fevereiro deste ano, o prefeito está preso no Quartel de Policiamento Especial da Polícia Militar (PM), no bairro Dom Pedro, Zona Oeste de Manaus.

Determinada pelo desembargador Djalma Martins, a prisão preventiva foi pedida pelo Ministério Público Estadual (MPE) para impedir Adail Pinheiro de atrapalhar as investigações de um suposto esquema de exploração sexual de crianças no Município de Coari.

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