Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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Audiência Pública discutirá situação da BR-317

Cidades do sudoeste do Amazonas amargam prejuízos por conta do trecho amazonense da estrada que é a principal ligação com Rio Branco


24/04/2013 às 18:25

Os municípios de Boca do Acre, Pauiní e Lábrea, no sudoeste do Amazonas, amargam prejuízos econômicos e sociais por conta da situação do trecho amazonense da BR-317, principal ligação das cidades à capital Rio Branco. Os maiores prejuízos são em relação ao transporte de cargas, passageiros e de pacientes.

A situação da BR-317 será tema de uma Audiência Pública, nesta sexta-feira (26), na Câmara Municipal de Boca do Acre, às 9h, que irá reunir moradores, representantes de entidades, lideranças indígenas, vereadores e prefeitos municipais. A audiência foi requerida pelo presidente da Comissão de Turismo e Empreendedorismo (Ctur) da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, deputado estadual Francisco Souza.

De acordo com o deputado, que visitou a estrada no mês de fevereiro deste ano, os mais de 110 quilômetros do trecho amazonense da BR-317, que liga Boca do Acre à capital Rio Branco, possuem pontos intercalados de pavimentação, o que aumenta o tempo de viagem para até quatro horas. “Se tivesse toda pavimentada, uma viagem até Rio Branco pela estrada seria de apenas uma hora e meia”, informou Souza.

Segundo informações da Prefeitura de Boca do Acre, cidade com maior rebanho bovino do Estado do Amazonas, ao longo da rodovia, os pecuaristas tem dificuldades para fazer o escoamento da produção e sofrem com os prejuízos.

De acordo com a prefeitura, todo abastecimento da cidade, de alimentos e combustível, depende de Rio Branco, e é prejudicado pela falta de pavimentação da estrada.

Francisco Souza informa que a recuperação da BR-317 já custou aos cofres públicos pelo menos 78 milhões, sendo R$ 74 milhões recursos do Governo Federal, por meio do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), e o restante de contrapartida do governo do Estado, que foi devidamente cumprida. “Nos pontos onde há uma reserva indígena, por exemplo, a estrada está em situação mais precária. O Dnit precisa resolver esse conflito com os indígenas e dar condições de trafegabilidade em toda a estrada. O órgão teve recursos para fazer”, disse.

Mesmo com todo o dinheiro disponibilizado para a construção e pavimentação da rodovia BR-317, até o momento à obra esta parada e sem previsão para o retorno.

BR-317

A BR-317 teve seu inicio em 1956 como um caminho de escoamento da madeira utilizada nos seringais. A primeira obra de construção e pavimentação da rodovia iniciou no ano de 2002, porém foi paralisada por falta de recursos financeiros, concluiu-se, até então, apenas os serviços preliminares.

As obras foram reiniciadas no ano de 2008, no trecho entre a cidade de Boca do Acre e Rio Branco que perfaz o total de 110,7 km, através de estudo técnico de viabilidade de implantação da rodovia e posteriormente no ano 2011, incluído no Plano de Aceleração do Desenvolvimento (PAC 2).

*Com informações da assessoria

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