Domingo, 22 de Setembro de 2019
REUNIÃO

Audiência pública irá discutir apagão em Iranduba nesta sexta-feira (26)

Realizado pela DPE-AM, o evento irá debater as consequências e os prazos do apagão que deixou mais de 200 mil pessoas sem energia elétrica



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24/07/2019 às 18:10

As consequências do apagão que deixou sem energia elétrica municípios da Região Metropolitana de Manaus desde o último dia 19 de julho serão debatidas em audiência pública pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM), nesta sexta-feira (26), a partir das 10h, na quadra do Centro Educacional de Tempo Integral (Ceti) Maria Izabel Desterro, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus). A DPE-AM integra a Força-Tarefa do Consumidor que cobra providências da Amazonas Energia.

Além do desabastecimento de energia elétrica e, consequentemente, de água, que afeta aproximadamente 200 mil pessoas, a empresa Amazonas Energia não informa os moradores sobre as providências tomadas para sanar ou pelo menos amenizar problema, explica o defensor público Thiago Rosas, da Defensoria Especializada no Atendimento de Interesses Coletivos.

A DPE-AM, em parceria com a Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), realizou hoje (24) inspeção e fiscalização na usina de energia que está sendo montada no município de Iranduba, e constatou que foram disponibilizados 18MW de energia para a cidade, assim como foi feita escala de revezamento dos bairros a serem abastecidos. Estão sendo mantidos alimentadores para garantir o funcionamento dos poços artesianos.

Foram visitados os bairros Alto, Cidade Nova, Morada do Sol e Comunidade Ouro Verde. E muitas dessas casas continuam sem o abastecimento de água.

“A população reclama que não está sabendo de nada, por isso está revoltada. Com essa audiência, seremos instrumento de informação”, explicou o defensor, informando que o presidente da Amazonas Energia se comprometeu a estar presente na audiência. A causa da interrupção do abastecimento de energia elétrica seria causada por uma falha no cabo subaquático que está a 53 metros de profundidade, próximo à Ponte Jornalista Phelippe Daou (Ponte Rio Negro).

Prazos

A Defensoria Pública integra a Força-Tarefa de Defesa do Consumidor, que ontem (23) deu prazo de 48 horas para o restabelecimento de energia elétrica nos dois municípios e recomendou à Amazonas Energia a criação de Setor de Solução Extrajudicial e o ressarcimento de prejuízos por apagão em municípios.

Fazem parte da Força-Tarefa a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam), Ministério Público do Estado (MPE-AM) e Programa Estadual de Proteção e Orientação ao Consumidor (Procon-AM). Os integrantes desses órgãos foram a Iranduba e ouviram relatos de moradores e comerciantes dos enormes prejuízos sofridos com o problema.

Todos os integrantes da força-tarefa afirmaram a necessidade de adoção de medidas visando minimizar os danos causados pelo desabastecimento energético e consequentemente de água. Na recomendação foi inclusive considerado que, apesar do investimento em geração de energia elétrica, os apagões têm sido recorrentes; que os prejuízos causados ao consumidor amazonense no atual episódio são expressivos; que é grave o desabastecimento de água causado em decorrência do apagão; e que a falta de energia gera ainda instabilidade na segurança pública.

“Estamos sendo obrigados a comprar água mineral para algumas necessidades urgentes, mas não dá para tomar banho e outras coisas”, criticou Celso Gomes, revoltado com a falta de informação da empresa. “Quem garante que é esse cabo mesmo que falhou? É preciso investigar essa empresa”, desabafou ele, contando que há seis meses houve outro blecaute e ficou por isso. “Ninguém vai reparar os prejuízo e sofrimento que estamos enfrentando”, lamentou.

A feirante Maria Ivanete Silva, 42, mãe de um casal de filhos, contou ter ficado sem poder atender o filho pequeno, que queria água para tomar banho. “Já foi um sacrifício conseguir para beber. Agora vamos esperar que eles resolvam logo e acabe nosso sofrimento”, disse.

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