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Cotidiano
RECEITA FEDERAL

Auditores fiscais realizam mobilização para retardar entrada e saída de produtos do PIM

A ação consistirá em um “pente fino” na fiscalização de todas as mercadorias que passam pelos postos da RF em Manaus. O tempo extra para fazer isso poderá gerar um prejuízo de até R$ 8 bi por mês para a economia do Estado 01/09/2016 às 19:18
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Segundo o auditor fiscal Frederico Castello Branco, o movimento da categoria acontece nacionalmente a partir de hoje (Foto: Evandro Seixas)
Lucas Jardim Manaus (AM)

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Auditores da Receita Federal (RF) em Manaus deram início nesta quinta-feira (1º) a uma mobilização que retardará as liberações para entrada e saída de produtos do Polo Industrial de Manaus (PIM), maior fonte de receita do Estado.

A ação, que é parte de um movimento nacional da categoria, consistirá em um “pente fino” na fiscalização de todas as mercadorias que passam pelos postos da RF na capital amazonense, o que atrasará bastante todo o processo e poderá gerar um prejuízo de até R$ 8 bi por mês para a economia do Estado.

Segundo o auditor fiscal Frederico Castello Branco, atualmente, apenas 5% do que passa pelos postos da RF recebem essa inspeção mais minuciosa. Esse percentual irá a 100% durante o período da mobilização.

Os profissionais alfandegários, que atualmente ganham entre R$ 15,5 mi e R$ 22 mil por mês, requerem um reajuste salarial de 19,75%, aplicado progressivamente a partir deste ano até 2019, bem como uma consolidação das suas atribuições em um instrumento legal único. 

Segundo o auditor fiscal Frederico Castello Branco, a mobilização se deu por conta do descumprimento de um acordo feito com o governo então interino de Michel Temer em março deste ano, que propôs a tramitação célere de um projeto de lei (PL) que, se aprovado, contemplaria as duas pautas da categoria.

“Foi o governo na época interino que enviou o acordo, [que era] o PL 5864/2016, para a Câmara dos Deputados, então a gente está esperando a definição do governo para a aprovação dele, [...] sendo que, nas últimas semanas, os interlocutores do Michel Temer, como o Geddel Vieira Lima e o Moureira Franco, têm assinalado para uma suspensão dos acordos de reajuste do Governo Federal”, declarou Frederico.

Frederico Castello Branco explicou ainda que a ação deverá continuar até que a aprovação do PL, e que a categoria só consideraria fazer uma greve em um caso extremo, “quando não houvesse mais qualquer expectativa de diálogo”. “Teoricamente, não fazemos esse tipo de manifestação, porque somos uma instituição de Estado e não podemos parar de jeito nenhum”, concluiu.

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