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Aumento do IPI sobre veículo industrializado estreia 2015 com os mesmos preços de 2014

Mesmo com o aumento do IPI no dia 1º de janeiro, veículos de algumas concessionárias de Manaus seguem com os mesmos preços, por conta do estoque 03/01/2015 às 11:20
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Estoque de veículos vai adiar impacto do aumento da alíquota de IPI para carros populares, que subiu de 3% para 7%
Priscila Rosas ---

O ano de 2015 mal começou e já foi marcado pelo aumento do Imposto sobre veículo Industrializado, o famoso IPI. No dia 1°, a alíquota para carros populares subiu de 3% para 7%, enquanto para os carros médios, de 1.0 ou 2.0 litros flex, subiu de 9% para 11%. Para os veículos médios movidos à gasolina subiu de 10% para 13%. Os únicos sem alterações são os carros com motor maior que dois litros e os utilitários.

Apesar desse aumento, algumas concessionárias em Manaus não vão alterar seus preços. Motivo? Ainda existem carros no estoque, o que significa que eles ainda estão com o IPI reduzido. Enquanto não acabarem, os preços serão os mesmos de 2014, o que é uma vantagem para o consumidor.

Por esse motivo, os preços dos automóveis na concessionária Solimões Veículos, por exemplo, não serão alterados. É o que divulga o gerente geral da loja, Paulo Cunha. A fábrica dará uma posição sobre o assunto na próxima segunda-feira (5). A mesma lógica é seguida pela concessionária Via Marconi. O aumento só será feito depois que acabar o estoque. E isso depende muito do fluxo, pelo menos no mês de janeiro os valores seguem os mesmos. Com o aumento do IPI, a diferença de valor deve ser entre 4% e 4,5% em relação ao atual. A fabricante divulgará sua tabela na próxima semana. “O primeiro semestre não será fácil, será complicado e faremos de tudo para minimizar”, prevê Antônio Carlos, gerente de vendas da Via Marconi.

Reinaldo Domingos, educador financeiro, aconselha que as alterações no valor do IPI não devem ser levadas em consideração ao comprar um carro. “O maior problema é que a maioria dos consumidores só pensa no custo da compra e das prestações que pagará mensalmente e esquece que isso ocasionará diversos outros custos, que são conhecidos como despesas de manutenção, combustível, IPVA, seguros, licenciamento, lavagens e, até mesmo, possíveis multas”. As despesas mensais de um veículo popular, por exemplo, variam entre R$ 380,00 E R$ 500,00.

Quem tem dívidas, é melhor não comprar o carro agora. É o que aconselha o educador financeiro. “A prioridade dela deve ser sair das dívidas e um custo a mais em seu orçamento é praticamente assinar o certificado de falência financeira”, explica. Se ter um veículo está no planejamento, deve-se fazer a longo prazo. Nesse tempo, além de eliminar todas as dívidas existentes, é preciso que se tenha uma poupança para melhor controle financeiro.

Para ele, as pessoas equilibradas financeiramente são as que mais preocupam. Por não possuírem dívidas podem ser seduzidas mais facilmente pelas promoções e benefícios. “Mas elas não percebem que não possuem dinheiro em caixa para comprar à vista e que terão que financiar. E esse é o grande passo para sair do equilíbrio financeiro e cair nas dívidas”, explica o educador. Para aqueles que poupam a melhor opção é analisar se é necessária comprar ou trocar o carro. “Sempre reforço que um veículo não é investimento, em função de sua rápida desvalorização. Por isso, o consumo de bens deve sempre estar associado a reais necessidades e não a impulsos consumistas”, ressalta Domingos.

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