Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
DENÚNCIA

Ausência de Queiroz em depoimentos não atrapalha investigações, diz procurador

Segundo Gussem, o MP pode oferecer denúncia à Justiça contra o ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro sobre movimentações bancárias atípicas mesmo sem ouvir as partes



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Foto: Reuters/Sergio Moraes
14/01/2019 às 15:47

A ausência de Fabrício Queiroz nos depoimentos marcados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro não atrapalha as investigações sobre a movimentação bancária atípica do ex-assessor parlamentar do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), disse o procurador-geral do Estado do Rio de Janeiro, Eduardo Gussem. Segundo ele, o material já disponível é bastante consistente.

O procurador afirmou nesta segunda-feira (14) que se necessário o MP pode oferecer denúncia à Justiça contra Queiroz mesmo sem ouvi-lo e também sem colher o depoimento de Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro e atualmente deputado estadual, que também não compareceu para prestar depoimento ao MP. A movimentação bancária atípica do ex-assessor foi detectada pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

“A oitiva contribui mais para que eles apresentem a versão deles”, disse Gussem a jornalistas, após a cerimônia de recondução ao cargo de procurador-geral de Justiça até 2021. “O MP trabalha com conjunto probatório e a prova real dos fatos. Nesse caso a prova documental é muito consistente”, acrescentou.

“Através dessa prova documental, o MP pode chegar a conclusões de que tem elementos suficientes para propor uma ação penal e ele (Queiroz) ter oportunidade de se pronunciar em juízo”, destacou Gussem.

O ex-policial militar e ex-assessor parlamentar de Flávio Bolsonaro já foi convidado duas vezes para prestar esclarecimentos no MP do Estado, mas não compareceu alegando problemas de saúde. A família dele também foi chamada para esclarecer a movimentação atípica de mais de R$ 1,2 milhão entre 2017 e 2018 mas não apareceu na data marcada.

Flávio Bolsonaro também não compareceu a um depoimento, mas prometeu marcar uma nova data. Gussem garantiu que o filho do presidente não é investigado e que o papel seria apenas o de colaborar com as investigações.

O procurador-geral não quis dar um prazo para a conclusão dessa investigação e de outras 21 movimentações atípicas detectadas pelo Coaf. “São 22 procedimentos que tramitam no MP com a mesma velocidade e mesma consistência”, disse. Quatro deputados do Estado já apresentaram explicações voluntariamente.


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