Quarta-feira, 26 de Junho de 2019
ESTRATÉGIA

Autoridades do AM defendem intervenção federal nas fronteiras para barrar armas

Divisas com a Venezuela, Colômbia e Peru seriam monitoradas por conta da grande entrada de armas no Brasil. Armas são fruto de roubos ou desvios nos países vizinhos



aras.jpeg Foto: Divulgação
03/04/2018 às 16:57

O Subsecretário de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Amadeu Soares, defende a intervenção federal nas fronteiras dos estados da região Norte com os países vizinhos, como a Venezuela, Colômbia e o Peru, e dos estados da região Centro-Oeste (Mato Grosso do Sul e Paraná) com o Paraguai para evitar que armas de guerra continuem entrando no Brasil. No Amazonas, a SSP-AM planeja ações junto com a Inteligência para retirar esses armamentos das mãos de criminosos.

A utilização de armas de grosso calibre em crimes como roubos é preocupante. Na capital já houve registro em que o assaltante usou submetralhadora para roubar celulares. No mês passado, policiais da Delegacia de Repressão ao Entorpecente (DRE) da Polícia Federal apreenderam, em um sítio no município de Iranduba, um carregamento de 350kg drogas, além de armamentos e artefatos bélicos de guerra.

Conforme o delegado da DRE, Caio Avanço, entre as armas apreendidas estavam uma espingarda calibre 12 de origem estrangeira, diversos carregadores de fuzil, 12 granadas de bocal de 40mm, quatro granadas explosivas de mão e diversas munições de calibre restrito. Para as autoridades de segurança pública do Estado, essas organizações criminosas estão cada vez mais armadas e dispostas a usá-las em qualquer situação.

“Granadas, fuzis, pistolas e escopetas são comuns em apreensões”, afirmou o delegado federal, que destacou que esta não foi a primeira vez que a PF realiza apreensões de granadas na região. No entanto, de acordo com ele, as encontradas na última operação não são comuns e não descarta a possibilidade de que outras do mesmo potencial destrutivo estejam em poder de bandidos.

Caio Avanço explicou que todo o material apreendido foi encaminhado à perícia para precisar o calibre, a capacidade de destruição e a origem e que o caso está sendo investigado para identificar quem eram os responsáveis pelo carregamento apreendido.

Ainda segundo ele, tanto o fuzil AK-47 (de fabricação russa) quanto o Galil (de fabricação israelense) são considerados armamentos de guerra, assim como as granadas, que são capaz de transfixar blindados.

O subsecretário Amadeu Soares disse que toda droga que vem da Colômbia é escoltada com armas pesadas e que grande parte delas são de guerrilheiros dissidentes das Forças Revolucionários da Colômbia (Farc-EP).

Origem das armas

Segundo fontes da polícia, as armas que chegam às mãos dos criminosos são fruto de roubos ou desviadas das próprias polícias ou das Forças Armadas dos países vizinhos. Os revólveres, por exemplo, em sua maioria são provenientes de roubos e desvios de empresas de segurança. Já as pistolas, como a PT40, são desviadas das polícias Militar e Civil e os fuzis são obtidos a partir de desvios das policiais ou Forças Armadas da Colômbia, Peru ou Venezuela.

No Amazonas, os mais comuns são os de calibre 556 e 762, que possuem alto poder destrutivo, mas segundo o subsecretário da SSP, Amadeu Soares, novas armas estão surgindo por conta da milícia urbana venezuelana que passou a vender armamentos para os criminosos brasileiros. Essas armas entraram no País pela fronteira com Roraima e chega ao Amazonas.

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