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Bancada amazonense dividida em relação à abertura do processo de Impeachment de Dilma Rousseff

Dos oito deputados federais que representam o Amazonas, apenas três são a favor do processo de deposição que colocaria Michel Temer na presidência 11/09/2015 às 15:12
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O deputado Pauderney Avelino fez questão de estar na linha de frente do ato
Antônio Paulo Brasília (DF)

O impeachment da presidente Dilma Rousseff não é consenso na bancada de deputados federais do Amazonas. A CRÍTICA ouviu ontem (10) os oito deputados federais e constatou que somente três deles (Arthur Bisneto/PSDB, Hissa Abrahão/PPS e Pauderney Avelino/DEM) são favoráveis à imediata saída da presidente Dilma.

Alfredo Nascimento (PR), Átila Lins (PSD), Conceição Sampaio (PP), Marcos Rotta (PMDB) e Silas Câmara (PSD) são contrários ao movimento pró-impeachment porque, segundo eles, não há elementos que comprovem o envolvimento da presidente em crimes que possam levar à “cassação” dela.

Para Pauderney Avelino, o lançamento da petição online, foi histórico. O oposicionista diz que o movimento representa o clamor das ruas e dos brasileiros.

O deputado Arthur Bisneto parabenizou a Câmara por finalmente ter se posicionado a favor da população. “Esse governo já acabou e o impeachment de Dilma está sendo conclamado nas ruas porque ela, por ser fundamentalista, não tem a grandeza de renunciar”.

Embora alguns membros do PMDB tenham participado do movimento, o deputado Marcos Rotta disse que o ato não vai contribuir para que o País saia da crise. No entanto, reconhece o direito da oposição de se manifestar.

O presidente nacional do PR, deputado Alfredo Nascimento, tem a mesma opinião e garantiu que o partido só vai se posicionar a respeito quando chegar a hora de votar. Como vivenciou um processo de impeachment – do ex-presidente Collor em 1992, Átila Lins prefere a cautela e diz que vai aguardar o desenrolar dos fatos. O deputado diz que, até agora, não viu os pressupostos criminais que possam levar à instauração de um processo.

O deputado Silas Câmara sintetizou: “É um absurdo as pessoas que não ganharam a eleição quererem tirar o mandato de quem foi eleito. Sou contra”, afirmou.

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