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Cotidiano
substituição de dilma por temer

Bancada do Amazonas estará desfalcada na votação do impeachment no Senado

O senador Eduardo Braga (PMDB), por licença médica, estará ausente na votação que definirá, em maio, se haverá processo contra Dilma Rousseff 24/04/2016 às 11:04
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Braga, Vanessa e Omar unidos durante as eleições de 2012. Hoje, estão em campos opostos em relação ao governo Dilma (Antônio Lima)
Antônio Paulo Brasília (DF)

Quando o plenário do Senado se reunir, no próximo mês de maio, para votar o parecer de admissibilidade do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o Estado do Amazonas vai participar com apenas dois dos três senadores: Omar Aziz (PSD-AM) dirá “Sim” e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) votará pelo “Não”. O terceiro voto, do senador Eduardo Braga (PMDB-AM), será computado como ausente porque ele ainda estará de licença médica.

Desde a última sexta-feira, 22, quando o Diário Oficial da União publicou a exoneração do agora ex-ministro de Minas e Energia, Braga voltou a ser o titular da cadeira do Senado e sua mulher, Sandra Braga, não é mais senadora-suplente.     

Pelas leis vigentes assim como o regimento interno do Senado, a suplência só assume o mandato quando o titular ocupa um cargo no Poder Executivo (ministério, secretaria ou presidência de autarquia) ou se ausenta do mandato por mais de 120 dias.

Como Eduardo Braga vai ficar somente 30 dias de licença para cuidar da saúde, não será necessária a presença de sua suplente nesse período. O senador garantiu que estará na votação do impeachment.

“Eu negligenciei um pouco a minha saúde, por isso vou me cuidar, mas, em seguida, volto ao Senado. Acredito estar de volta ainda na votação do impeachment porque o processo levará seis meses”, declarou o senador Eduardo Braga.

Quando afirma estar de volta na votação final do processo de impeachment, o senador do Amazonas – assim como o próprio governo – admite indiretamente que o Senado vai aprovar o parecer pela admissibilidade do impeachment e Dilma Rousseff deverá se afastar da presidência, por 180 dias, entre a primeira e a segunda semana de maio.  O vice-presidente Michel Temer (PMDB-AM) assumirá o comando da nação durante o julgamento pelo Senado que deverá se estender até novembro deste ano.

Comissão Especial

O grupo de 41 senadores – 21 titulares e 21 suplentes – que vai compor a Comissão Especial já está completo. Do Estado do Amazonas, somente a senadora Vanessa Grazziotin faz parte do colegiado. O senador Omar Aziz, líder do bloco Democracia Progressista, indicou os senadores Ana Amélia (PP-RS), José Medeiros (PSD-MT) e Gladson Cameli (PP-AC). 

“Como líder, poderei participar dos debates na comissão e inquirir testemunhas. Somente não terei direito a voto, mas isso ocorrerá no plenário tanto na votação do parecer quanto em um eventual julgamento final do impeachment”, explicou Omar Aziz.

Na tarde desta segunda-feira (25), a comissão será instalada e deverá ter como presidente o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) e para a relatoria estão indicados os senadores Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ana Amélia (PP-RS). Os partidos da base aliada querem discutir os nomes da oposição. Os trabalhos da comissão devem começar na terça-feira às 10h.

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