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Cotidiano
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Bancada do Amazonas dá seis votos para livrar Michel Temer de investigação

Apenas Conceição Sampaio e Hissa Abrahão votaram para que o presidente da República fosse investigado pelo Supremo Tribunal Federal 02/08/2017 às 18:31 - Atualizado em 02/08/2017 às 20:47
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Michel Temer recebeu votos da maior parte da bancada amazonense (Foto: Antonio Augusto / Câmara dos Deputados)
Antônio Paulo Brasília (DF)

Seis deputados federais do Amazonas votaram a favor do presidente Michel Temer na sessão parlamentar que decide se a Câmara autoriza ou rejeita a abertura de processo criminal contra o presidente por corrupção passiva, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os votos a favor de Michel Temer foram dados pelos deputados Alfredo Nascimento (PR), Arthur Bisneto (PSDB), Átila Lins (PSD), Pauderney Avelino (DEM), Sabino Castelo Branco (PTB) e Silas Câmara (PRB). Os votos contrários a ele, ou seja, a favor da investigação, foram dados por Conceição Sampaio (PP) e Hissa Abrahão (PDT).

Ao defender o presidente Michel Temer, Pauderney Avelino afirmou que “quem deveria estar preso era o empresário Joesley Batista, da JBS”.  Temer foi gravado em uma conversa com Joesley, o que deu início a denúncia contra ele e que culminou na votação desta quarta-feira (02).

“Em vez da imunidade penal, que indigna a todos os brasileiros, quem deveria estar preso era Joesley Batista, da JBS. Chega de tantos malfeitos do Governo do PT! Nós queremos agora entrar numa pauta para o País. O Brasil não pode mais esperar! Temos que reconstruir a economia! Temos que reconstruir os postos de trabalho! Temos que reduzir o desemprego! Nós precisamos trazer de volta a esperança e o crescimento para o nosso País. Meu voto com o relator”, declaro Pauderney.

Arthur Virgílio Bisneto defendeu as reformas trabalhistas e que o Brasil não deve trocar de presidente como troca de roupa. “Eu não negociei emendas, muito menos tenho cargos no governo. Acredito que o Brasil precisa passar por reformas estruturantes, que façam a máquina se modernizar e o Brasil crescer com consistência. País que olha para o futuro não troca de presidente como se troca de roupa. Meu voto é sim ao relatório do deputado Paulo Abi-Ackel”, defendeu Arthur Virgílio Bisneto.

Assim como Arthur, Sabino destacou que o Brasil não precisa de um governo novo a toda hora e que no momento o importante é estabilizar a economia para fazer o Brasil sair da crise. “Nesse momento a minha preocupação é com o povo brasileiro, com os 14 milhões de desempregados que estão sofrendo dia a dia para colocar o pão na sua mesa, para sustentar os seus filhos diante de tantas dificuldades. Os analistas de mercado afirmam que o desemprego pode aumentar ainda mais com a instabilidade econômica do Brasil. Para a tristeza de muitos e alegria de poucos que estão querendo o fim de um Brasil melhor, eu voto sim”.

Mesmo contrariado, Alfredo Nascimento seguiu a determinação do PR e votou pela não aceitação da denúncia. “O PR fechou questão e determinou que todos os deputados federais do partido votassem pela rejeição da denúncia contra o presidente Michel Temer, sob pena de ser caracterizada prática de infidelidade partidária”.

Átila Lins destacou que votou sim porque não vai contribuir para “incendiar” o País. “Quem assumiria a Presidência da República numa eleição indireta? A crise política continuaria até as eleições de 2018. Eleição direta não pode nesse momento.  A legislação não permite. Aprovar emenda constitucional estabelecendo eleições diretas é sonho. Não teríamos tempo. A tramitação é longa. Então, pela estabilidade do País, voto sim pela permanência do presidente Michel Temer”.

Silas Câmara informou que só será a favor da investigação referente a Temer após o presidente concluir o mandato. Por isso, o parlamentar amazonense votou contra a investigação.

“O PRB e eu dissemos sim à investigação, mas depois do final do mandato do Presidente Temer, e diz sim ao relatório do deputado Paulo Abi-Ackel, para dar ao País continuidade, com segurança jurídica e política de que o que está acontecendo hoje continue em termos de progresso, prosperidade, economia segura, inflação baixa.
Acima de tudo, que se mantenha o respeito aos diferentes e uma pregação de unidade nacional. Todos os brasileiros são iguais perante a lei, têm sim o benefício da dúvida e, segundo a Constituição, são honestos e inocentes, de fato, até que se prove o contrário. Portanto, voto sim ao relatório do Deputado Paulo Abi-Ackel, com a consciência de que está ajudando o Brasil e o povo brasileiro neste momento”.

A favor da investigação

Os votos a favor da investigação foram dados por Conceição Sampaio e Hissa Abrahão. Para a parlamentar, o País mais uma vez está sendo passado a limpo e ninguém está acima da lei.

“Eu não tenho dois pesos e duas medidas. Da mesma forma como agi, há um ano e meio, quando votei aqui na Câmara não pelo impeachment, mas pela admissibilidade do processo, repito essa atitude agora. O meu partido fez uma orientação a favor do relatório, mas eu, quando entrei na política acreditando que um dia eu ia voltar para casa sem me envergonhar do que pudesse ter me tornado. Acho que cada um vota da maneira da sua consciência, mas  a minha forma de fazer política é essa. O meu voto respeita a todos aqueles que me trouxeram até aqui”, declarou Conceição.

“Ainda que eu venha a ser punida pelo meu partido, por que isso pode acontecer, já que houve fechamento de questão, mas ainda assim a população está em primeiro lugar. Foi por ela que, mais uma vez, eu botei minha cara para dizer o que a população brasileira pensa nesse momento”, complementou a filiada do PP.

Hissa Abrahão votou “não” ao relatório porque quer que a Câmara autorize o Supremo Tribunal Federal a investigar e a analisar a denúncia do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

“Além das questões jurídicas, há questões políticas neste meu voto. O País está com 14 milhões de desempregados,  que não encontrou o caminho do desenvolvimento e, acima de tudo, programas sociais como Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida,  Fies e tantos outros que estão comprometidos por causa desse governo. Se não está servindo para a população, então que seja trocado. Por isso, votei contra o relatório e a favor das investigações”, explicou Hissa.

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