Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Bancada do Amazonas no Congresso está dividida para a votação neste domingo (1)

O candidato favorito é Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que conta com dois votos certos dos amazonenses Marcos Rotta (PMDB-AM) e Pauderney Avelino (DEM-AM)



1.jpg Grupo formado pelo PSB, PSDB, PV e PSS, do qual faz parte o deputado federal do Amazonas Hissa Abrahão (primeiro à direita), apoia a candidatura do mineiro Júlio Delgado, do PSB, (segundo à direita) à Presidência da Câmara dos Deputados.
31/01/2015 às 16:26

A bancada de deputados federais do Amazonas está dividida com relação à escolha do novo presidente da Câmara dos Deputados. Em votação secreta, a eleição da Mesa Diretora acontece neste domingo (1), às 18h.  

 O candidato favorito é Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que conta com dois votos certos dos amazonenses Marcos Rotta (PMDB-AM) e Pauderney Avelino (DEM-AM).  Além dessas duas legendas, Cunha já recebeu o apoio do PTB, Solidariedade e PSC que somam 139 parlamentares.



 Pelos apoios oficiais dos partidos, declarados até agora, o candidato do PSB, Júlio Delgado (MG), levaria os votos dos deputados Hissa Abrahão (PPS-AM) e Artur Bisneto (PSDB-AM).  O deputado mineiro, candidato das oposições ao Governo Dilma, tem as adesões do PSB, PSDB, PPS e PV.

“Esse bloco partidário foi formado tanto para as eleições, para composição de comissões, tempo na tribuna e espaços políticos na Casa”, explica o deputado Hissa Abrahão estreante na Câmara dos Deputados. Segundo ele, existe a possibilidade de esse bloco político, que conta hoje com 106 deputados federais, tranformar-se em federação partidária ou haver uma fusão entre eles. “Mas, essa é uma outra história”, pondera o parlamentar.

 Questionado sobre a fidelidade ao ministro Eduardo Braga (PMDB-AM), que faz campanha para Arlindo Chinaglia, do PT, Hissa diz que é “homem de partido” e que se juntou ao PMDB nas eleições do ano passado, que apoiava a presidente Dilma Rousseff, por questões conjunturais já que o PSDB, do prefeito Arthur Neto, estava com José Melo (Pros) e Omar Aziz (PSD).  “Aqui na Câmara vou seguir as fileiras do meu partido e ser oposição ao Governo Federal”, declarou Hissa Abrahão.

 Infidelidade

Se ocorresse a fidelidade dos partidos apoiadores e os deputados seguissem as orientações dos seus líderes, o candidato Arlindo Chinaglia (PT-SP) levaria os votos, amanhã, dos deputados Átila Lins e Silas Câmara, ambos do PSD. O partido, comandado no Amazonas pelo senador Omar Aziz, fechou com a candidatura petista. Chinaglia tem ainda a promessa  de votos do PT, Pros  e PCdoB, grupo que detém 146 deputados federais.

 O presidente estadual do PSD e líder do partido no Senado, Omar Aziz, diz que a orientação é votar em Arlindo Chinaglia. Ele conversou com os dois parlamentares do partido no Amazonas e a tendência, segundo apurou a reportagem de A CRÍTICA, Silas Câmara e Átila Lins deverão votar  neste domingo em Eduardo Cunha, do PMDB.

 “Acho que os partidos não deveriam interferir na eleição da Mesa Diretora nem da Câmara nem do Senado porque essa relação parlamentar-presidente da Casa independe de ser governista ou de oposição. A gente passa dois anos convivendo, solicitando ajuda e espaços políticos e vamos votar contra esse presidente? Não podemos estar atrelados a essas questões partidárias, de Governo e de oposição. Temos que ser livres para escolher”, declara Átila Lins visivelmente propenso a não seguir as recomendações do PSD.

 Caso se mantenha essa tendência, Eduardo Cunha (PMDB) terá quatro votos da bancada amazonense e Júlio Delgado (PSB), dois votos; Arlindo Chinaglia um ou dois e Chico Alencar (Psol) nenhum voto da bancada. Até a publicação dessa matéria, não estavam definidas as posições dos deputados Alfredo Nascimento (PR-AM) e Conceição Sampaio (PP-AM).

 “Teremos uma reunião esta tarde e até o final do dia (deste sábado) o partido tomará uma posição, mas acho que devemos escolher o melhor candidato que vá um norte e encaminhas as mudanças que o Brasil precisa”, declarou a estreante deputada.

 O apoio oficial dos partidos aos candidatos não representa necessariamente o número de votos, já que a votação é secreta. Levantamento paralelo da Agência Câmara mostra que 13 partidos (bancadas de 117 deputados) não declararam apoio oficial a nenhum dos candidatos.

 Procedimentos

Para ser eleito em primeiro turno, o candidato precisa ter maioria absoluta dos votos. Se os 513 votarem, serão necessários 257 votos para garantir a eleição na primeira disputa. Se isso não ocorrer, haverá segundo turno entre os dois mais votados, e o que receber o maior número de votos será eleito.

 Além do presidente, serão eleitos nesse domingo dois vice-presidentes, quatro secretários e quatro suplentes, que compõem a Mesa Diretora. Os nomes dos candidatos a esses cargos, no entanto, serão definidos apenas neste domingo, já que os cargos são designados aos partidos de acordo com o tamanho da bancada.

 Eleição no Senado

No Senado, duas candidaturas estão postas até o presente momento. O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) busca a reeleição e o senador Luiz Henrique (PMDB-SC) é o adversário. Mesmo que o regimento interno permita, nenhum outro senador de outro partido apresentou candidatura até agora. Renan tem o apoio de 14 dos 19 membros do PMDB. Luiz Henrique terá o apoio dos partidos de oposição ao Governo no Senado.

Dos três senadores do Amazonas, deverão votar em Renan Calheiros as senadoras Sandra Braga, que é do PMDB, e a senadora Vanessa Grazziotin, pois, o PCdoB fechou apoio ao atual presidente da Casa. Indefinida está a escolha do senador Omar Aziz. Ele informou que o PSD está reunido para bater o martelo sobre qual candidato vai apoiar. A eleição da Mesa Diretora do Senado acontece neste domingo logo após a posse dos 27 senadores novos e reeleitos, marcada para as 15h.


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