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Bancários rejeitam proposta de bancos e decidem por paralisação em todo o país

Categoria pede reajuste salarial 5% maior do que o oferecido pelas empresas; lojistas temem prejuízo nas vendas do varejo por causa da paralisação 26/09/2014 às 10:53
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Greve similar feita no ano passado durou 23 dias, o que levou lojistas a pedirem um acordo para evitar mais perdas
Alberto Alerigi Jr. (Reuters) ---

Bancários decidiram em assembleias realizadas nesta quinta-feira (25) entrar em greve por tempo indeterminado no Brasil a partir da próxima semana após rejeitar proposta de reajuste salarial feita pelos bancos, informou entidade sindical que representa a categoria nesta quinta-feira.

Os bancários aprovaram decretação de greve a partir de 30 de setembro depois que sindicatos consideraram como insuficiente oferta de reajustes de 7 por cento no salário e de 7,5 por cento no piso da categoria. Os trabalhadores cobram aumento salarial de 12,5 por cento, décimo quarto salário e piso de 2.975,49 reais.

O reajuste de 7 por cento oferecido pelos bancos corresponde a 0,61 por cento de aumento real, enquanto o reajuste do piso fica 1,08 por cento acima da inflação, informou a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) em comunicado à imprensa.

Os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias no ano passado, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8 por cento, com ganho real de 1,82 por cento. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30 por cento nas vendas do varejo do início de outubro.

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