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Banco Pérola mira Manaus

Com sede em Sorocaba, banco realiza operações de microcrédito voltados para empreendimento chancelados como negócios sociais, híbrido do 2º e 3º setores 29/06/2013 às 17:12
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Alessandra França proprietária do Banco Pérola que opera com micro-crédito
carlos branco ---

Com foco no conceito de negócio social, o Banco Pérola está disposto a estender seus tentáculos nas capitais brasileiras e não descarta a possibilidade de desembarcar em Manaus. A sede do banco fica em Sorocaba, São Paulo.

Por e-mail, na quarta-feira, a presidente do Pérola, Alessandra França, falou com A CRÍTICA e confirmou essa intenção. “Levar o Banco Pérola para as capitais brasileiras, na qual Manaus é a capital do Norte de mais importância é um desejo nosso”, disse.

Alessandra explicou o conceito de negócio social, buscando diferenciá-lo daquilo que fazem as Organizações Não-Governamentais (ONGs). Os serviços ou produtos das empresas que atuam com negócio social, como o próprio nome diz, causam impacto social positivo, ao mesmo tempo em permitem à empresa uma atuação lucrativa, sem ela dependa de doações ou captação de recursos para sobreviver.

Em outras palavras, trata-se de um “híbrido entre 2º e 3º setor, comumente chamado de setor 2,5”, arrematou Alessandra, acrescentando que o Banco Pérola opera microcréditos orientados e que já emprestou mais de R$ 1 milhão a pessoas de baixa renda.

Valores

Os empréstimos praticados variam entre R$ 500 e R$ 5 mil, são sempre vinculados a um empreendimento e incluem uma assessoria para gestão de negócios. Os juros do empréstimo no Pérola são de 4% ao mês ou 48% ao ano, o equivalente à inflação de oito anos, considerando o atual patamar dela: 6%.

Critérios

Emprestar, o Banco Pérola garante que empresta, mas é importante que o proponente a obter crédito para ínvestir num negócio social tenha planos de empreendedorismo.

As quantias de R$ 500 a R$ 5 mil são fornecidas somente para quem vai investir em negócio novo ou no negócio que já administra.

Por exemplo: um dono de lojinha que precisa de uma nova máquina; um ambulante que precisa de um carrinho de cachorro quente; uma vendedora de roupas de porta em porta que precisa de novo estoque; etc.

Nessas ocasiões, segundo Alessandra França é enviada uma pessoa até o bairro do solicitante para entrevistar vizinhos (o que eles têm a dizer sobre a pessoa? Ela é honesta? É uma boa pessoa?). Pelo menos 3 pessoas da família entram no acordo como suporte. Também é feita uma entrevista para saber se a pessoa tem visão empreendedora. 


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