Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
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Barco-saúde tem capacidade de atender 12 mil ribeirinhos do AM

Ministro inaugura em Borba a primeira Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF). Unidade tem 24 metros de comprimento e possui toda infraestrutura para atendimento à saúde básica e fazer exames



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UBSF Igaraçu tem 24 metros de comprimento e possui toda infraestrutura para atendimento à saúde básica e fazer exames
14/01/2013 às 09:33

Os moradores de 230 comunidades ribeirinhas de seis rios do Amazonas, estimadas em 12 mil pessoas, vão receber pela primeira vez um atendimento médico nos locais onde moram. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, inaugurou no último sábado, a primeira Unidade Básica de Saúde Fluvial (UBSF) no município de Borba (a 155 quilômetros de Manaus). Na presença do secretário de Saúde do Estado, Wilson Alecrim, do secretário de Saúde de Manaus, Evandro Melo, do prefeito do município, José Maria Baía da Silva, Padilha revelou que a UBSF é a primeira do Amazonas com recursos exclusivos do Ministério da Saúde (MS) para oferecer um atendimento diferenciado a uma população diferenciada.

O ministro anunciou que outros 16 municípios já apresentaram projetos e vão obter recursos, da ordem de R$ 2 milhões, para a construção da unidade e compra de equipamentos. Dotada de consultórios para atendimento médico, de enfermagem e odontológico, a embarcação de 24 metros de comprimento, denominada de Igaraçu, que significa canoa grande na língua tupi, também tem farmácia, laboratório, salas de vacina, curativo, coleta de material e esterilização.

Médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e de laboratórios, dentista e auxiliar ou técnico de saúde bucal, além de residentes de saúde, vão fazer o atendimento no barco. Haverá ações de planejamento familiar, prevenção e controle de cânceres de mama e de colo do útero, assim como as gestantes e as crianças, especialmente aquelas até dois anos de idade. Também cuidados com os pacientes de doenças crônicas, como hipertensão e diabetes.

As comunidades a serem atendidas serão as dos rios Madeira, Madeirinha, Autaz-Açu, Canumã, Abacaxis e Sucunduri.

DIFERENCIAL

Ao destacar que uma pessoa moradora nas comunidades ribeirinhas passa dias viajando de barco em busca de um atendimento médico, o ministro explicou que as unidades vão garantir agilidade e principalmente ações preventivas que evitarão os agravamentos de saúde. Os investimentos na prevenção, segundo ele, são ações prioritárias nas ações do governo. “É histórico esse momento porque a saúde vai chegar a comunidades remotas, onde isso nunca aconteceu”, afirmou. De acordo com o ministro, a orientação da presidente Dilma Rooussef é dar atendimento diferenciado às populações diferenciadas.


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