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Barcos responsáveis por transporte escolar em município estariam parados por falta de combustível

Embarcações responsáveis por transportar merenda escolar, materiais e conduzir alunos e professores no município de Santa Isabel do Rio Negro estariam atracados há quase três semanas 04/10/2013 às 15:17
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Condução escolar está parada há quase três semanas
OSWALDO NETO* Manaus (AM)

Dois barcos do município de Santa Isabel do Rio Negro (distante 737 quilômetros via fluvial da capital) responsáveis por realizar o transporte de merenda, material escolar e a condução de alunos e professores das comunidades ribeirinhas, estariam atracados no porto há quase três semanas por falta de combustível.

De acordo com um funcionário da Secretaria de Educação que preferiu não se identificar, o motivo seria o não pagamento da prefeitura aos fornecedores. O coordenador de educação do interior, Jaime Ricardo, nega a situação. “O barco que faz o transporte de merenda e material começou a circular hoje (quinta-feira), e o outro, responsável pela condução, já recebeu manutenção”, afirmou.

Em imagens registradas nesta quinta-feira (3) por um professor, nota-se alunos e outras pessoas entrando em barcos menores. Aproximadamente 50 alunos de dez escolas dependem da condução. Ainda há a suspeita de que a prefeitura tenha pedido dinheiro emprestado para abastecer os barcos e os professores estariam se deslocando em transportes particulares para chegar ao trabalho.

De acordo com o portal de transparência do Governo Federal, somente de janeiro a julho deste ano foi destinado ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) no município o valor de um milhão e quatrocentos mil reais.

Embora professores presentes no local afirmarem que os barcos estão parados, a Prefeitura do município rebateu a acusação dizendo que, na ocasião, não havia nenhuma rota pré-estabelecida e o combustível está sendo usado de forma correta.

Perigo

Em virtude da falta de condução escolar, crianças que moram nas comunidades ribeirinhas estariam se deslocando perigosamente em rabetas e canoas. Ao ser questionado sobre o assunto, o coordenador de educação se limitou a dizer que “o problema já estava resolvido”.   

*Colaborou o freelancer Régis Góes

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