Sábado, 16 de Outubro de 2021
MOVIMENTO POLÍTICO

Após Wilson Lima virar réu no STJ, base governista sai em defesa do governador na Aleam

Desde o fim do ano passado a base governista na ALE-AM não saia em ampla defesa ao governador



show_show_skhdlsj__5B2FC445-251F-4556-91D4-126D88061D05.jpg Fotos: Divulgação
21/09/2021 às 13:47

A base governista da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) saiu em defesa do governador Wilson Lima (PSC), nesta terça-feira (21). As defesas acontecem um dia após o governador, o vice-governador Carlos Almeida e outros 12 ex-secretários, servidores e empresários serem considerados réus no processo sobre a compra de respiradores pelo pleno do Supremo Tribunal de Justiça (STJ).

Em um movimento atípico, os deputados Carlinhos Bessa (PV) e o novo líder do governo, Felipe Souza (Patriota), encabeçaram a ofensiva e rebateram a oposição de Dermilson Chagas e Wilker Barreto, ambos do Podemos, acostumada com o palanque uníssono anti-Wilson Lima, e os acusaram de tentar causar uma instabilidade na opinião popular.



Jurista por profissão, Carlinhos Bessa lembrou que a decisão do STJ, não configura culpabilidade de nenhum dos envolvidos no processo e que é natural que o júri opte por investigar para que não haja dúvidas sobre o assunto. Além disso o parlamentar acrecentou que não cabe ao legislativo afastar governador do cargo, uma vez que a própria Corte não considerou que houvesse periculosidade. 

"Nunca vi um juiz se recusar em receber uma denúncia para investigar alguma coisa. É quase impossível um juiz indeferir uma denúncia.  Receber uma denúncia é um ato natural do processo criminal. Não é culpar ou condenar é investigar se ele tem culpa ou dolo. Não podemos atribuir essa culpa aos deputado a Justiça está investigando e se ele for reconhecido o crime comum que cabe ao STJ julgar e ele [o governador] vai responder", destacou Carlinhos.

Dermilson e Wilker fizeram seus discursos pedindo uma ação da Assembleia Legislativa para afastar o governador do cargo. Chagas disse que os colegas "só sabem jogar pedra na oposição" e afirmou que o legislativo tem sido omisso nas ações do governador chamando  a Casa de "traidora do povo". 

"Quando eu vi o deputado Bessa fazendo a defesa do Wilson aqui eu disse: ele perdeu dinheiro contratando o Nabor Bulhões [advogado de defesa de Lima]. Falta convencer o povo e mais 12 ministros aftindo que esse é um governador chefe de quadrilha", atacou o deputado afirmando o que nunca houve um governo tão repleto de escândalos.  

A fala de Dermilson, no entanto, se contrapõe à afirmação de Bessa dizendo: "Quase todos os governadores do Amazonas também já responderam por crime ou processo judicial junto ao STJ e todos tiveram o direito de responder sem afastamento do cargo", completou. 

"Querem instabilidade no povo"

Felipe Souza também defendeu o governador, afirmando que a abertura da ação penal dará a oportunidade para que os acusados possam se defender e que ps fatos possam verdadeiramente ser investigados de ambos os lados. Para o deputado a oposição estaria se aproveitando do momento para se auto promover e endossar uma instabilidade no Estado. 

"O que grita a oposição nessa casa pedindo uma execução sumária, nesse momento não cabe. Até porque, qualquer julgamento dessa casa é um julgamento político. Que não teve lá atrás na CPI da Saúde. Hoje que vivemos um outro momento e estamos a um ano da eleição, o que se quer a oposição nessa casa? É causar uma instabilidade na Assembleia? No governo? Não. Querem criar uma instabilidade no povo", declarou o líder do governo.

Seguiram também a linha de defesa do governador os deputados Dr. Gomes (PSC), Saullo Vianna (PTB) e João Luiz (Republicano). 

Até deputados que se posicionam tradicionalmente contra o governo se declararam contra ações mais invasivas contra o governador. Fausto Júnior (MDB) defendeu que o legislativo aguarde o fim do processo no CNJ para que haja uma ação política ou não. 

“Temos que esperar e aguardar o processo penal. Não adianta a gente querer pré-julgar e, realmente, como disse o deputado Felipe Souza, querer fazer uma execução sumária. Uma vez que seja decido, aí sim a Assembleia deve se posicionar", ponderou Fausto. 

A Assembleia Legislativa, no ano passado, instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde para apurar possíveis condutas ilícitas por parte do governo do Estado, mas na prática não houve indiciamento do governador. A tentativa de ‘impeachmar’ Wilson Lima e Carlos Almeida também foi rejeitada pelo parlamento.
 

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