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Bate papo com Homero Reis: Inteligência faz a diferença

Palestrante motivacional explica sobre a importância da inteligência emocional e de um bom relacionamento para o ambiente corporativo 08/08/2015 às 16:46
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Homero Reis é mestre em Inteligência Relacional
Joubert Lima Manaus (AM)

No último sábado, o psicanalista e mestre em Inteligência Relacional Homero Reis realizou o workshop “Gente inteligente sabe se relacionar” em Manaus.

O especialista apresentou as ferramentas necessárias para que as pessoas transformem seus relacionamentos não apenas na vida pessoal, mas, principalmente, na vida profissional, a fim de obter bem-estar e desenvolvimento pleno em todas as áreas. Inclusive, esse é o tema do seu último livro, lançado recentemente.

Em entrevista exclusiva a DINHEIRO, o especialista detalha alguns aspectos abordados em seu livro e que, segundo ele, podem fazer toda a diferença no sucesso na vida privada e profissional.

O senhor afirma que a sociedade está mais embrutecida. A que se deve isso?

A impaciência, as explosões de ira, a depressão, a violência urbana, os indicativos de rupturas relacionais têm sido pesquisados em todo o mundo ocidental há pelo menos 30 anos. Hoje o CDI (código internacional de doenças) inclui patologias relacionais não existentes há 30 anos. Ao mesmo tempo em que o avanço das tecnologias de comunicação tem ajudado a nos conectar com todo o mundo em tempo real, a qualidade da vida relacional apresenta forte declínio de significado. Portanto, o embrutecimento refere-se à pouca tolerância com a diferença, à redução dos níveis de paciência, à necessidade de se ter tudo instantaneamente, à frustração etc.

Até que ponto a inteligência nos relacionamentos pode interferir no sucesso profissional?

Totalmente. Pessoas com pouca inteligência nos relacionamentos provavelmente não são promovidas e são pouco promissoras quanto a um plano de carreira significativo. No Brasil, 80% das demissões ocorrem por problemas de relacionamento e não por problemas técnicos. Basta ver os relatos dos sistemas de avaliação feitos pelas organizações sérias para se ter uma ideia do nível em que tal relação está.

Que ferramentas são essas que auxiliam na transformação dos relacionamentos?

Essas ferramentas serão apresentadas no seminário. Mas, de qualquer forma, são alguns mapas de ajuda que permitem às pessoas diagnosticarem suas deficiências nos relacionamentos consigo mesmas, com os outros, ancoradas nas experiências de vida e na visão de futuro. A partir desse diagnóstico, as ferramentas capacitam as pessoas quanto às técnicas na forma de gerir seus relacionamentos.

Dentre tais ferramentas, qual é a mais adequada ao tratamento no dia a dia no trabalho?

A técnica das conversas nutritivas, que acrescentam conteúdo e ajudam no crescimento profissional; das conversas circulares, que valorizam a importância, a sabedoria e o direito de expressão de cada um do grupo; o World Café, que incentiva a capacidade de trabalhar em grupo, fazendo emergir a inteligência coletiva; e do Open Space, técnica de criação livre e colaborativa, são algumas metodologias que tornam a coordenação de ações (pedidos, ofertas e reclamações) uma ferramenta gerencial de auto desempenho.

Geralmente, quais são os fatores cruciais no sucesso ou no fracasso dos relacionamentos?

A resposta para ambos os fatores é uma só. O sucesso nos relacionamentos está diretamente ligado à capacidade das pessoas de conversar de modo a coordenar ações efetivas. O fracasso está em não saber fazer isso.

Que exemplos o senhor citaria de pessoas de sucesso com ótimo padrão de relacionamentos?

O que posso dizer é que a quantidade de depoimentos que temos em nosso site, dos relatos de executivos e empresas que atuamos e da repercussão que este assunto está tendo na mídia, nos faz crer que o assunto é relevante e tem bons resultados para aqueles que se propõem a aprender sobre o modo como os relacionamentos ocorrem.

O que diferencia seu último livro de uma publicação de autoajuda?

Na verdade, o livro é uma provocação sobre o tema. Não é um livro técnico nem se propõe a indicar soluções, e sim promover a reflexão. O livro técnico sobre o assunto está em fase de redação. Além disso, “Gente inteligente sabe se relacionar” é estruturado como um conjunto de “crônicas” sobre o tema, mostrando os resultados que algumas pessoas e organizações obtiveram após refletirem sobre assunto. 


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