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Battisti é solto após cerca de sete horas preso na PF em São Paulo

Benefício de habeas corpus foi concedido pelo presidente do TRF-1º, Cesari havia sido preso em cumprimento de mandado e teve visto brasileiro cancelado 13/03/2015 às 09:11
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O ex-ativista italiano foi preso em São Paulo e poderia ser deportado
Ivan Richard (Agência Brasil) Brasília

Depois de passar cerca de sete horas preso na Superintendência da Polícia Federal em São Paulo, o ex-ativista italiano Cesari Battisti foi solto por volta de meia-noite de ontem (12), beneficiado por um habeas corpus concedido pelo presidente do Tribunal Regional Federal da 1º Região, Cândido Ribeiro.

Ex-guerrilheiro de esquerda italiano, Battisti foi preso na tarde de quinta-feira (11), na cidade de Embu das Artes, em São Paulo, em cumprimento a um mandado expedido pela 20ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal. No início de março, o italiano teve o visto brasileiro cancelado.

A juíza federal de primeira instância em Brasília Adverci Rates Mendes de Abreu, atendendo a pedido do Ministério Público Federal, considerou ilegal o ato do Conselho Nacional de Imigração, que concedeu a Battisti o visto de permanência definitiva no Brasil.

O ex-ativista, de 60 anos, foi condenado na Itália à prisão perpétua por homicídio. Ele fugiu de uma prisão italiana em 1981 e morou na França antes de escapar para o Brasil para evitar a extradição para a Itália. Em 2004, fugiu para o Brasil, onde foi preso três anos depois.

O governo italiano pediu a extradição dele, em 2007, que foi aceita pelo Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no último dia do seu mandato, em 2010, decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil. O ato foi confirmado, em seguida, pelo STF.

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