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Bebê que utilizou máscara de oxigênio feita de PET sofre parada respiratória e é trazido a Manaus

O bebê é um dos gêmeos nascidos prematuros em hospital de Jutaí, no AM, que receberam cuidados neonatais com máscara de oxigênio feita de garrafa PET. O outro gêmeo não sobreviveu 02/02/2016 às 10:47
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Momento em que o bebê sobrevivente foi transferido de Jutaí para Manaus
Isabelle Valois Manaus (AM)

Foi transferido para um hospital de Manaus, na tarde desta segunda-feira (1°), o recém nascido Gabriel Neves. O bebê é um dos gêmeos nascidos prematuros na Unidade Hospitalar de Jutaí (a 750 quilômetros de Manaus), na quarta-feira (27), e submetidos a cuidados neonatais por meio de uma máscara de visturi improvisada com garrafas PET. A máscara é utilizada em bebês prematuros com problemas respiratórios. A irmã de Gabriel morreu no hospital.

O caso ganhou repercussão depois que fotos dos dois bebês foram divulgadas na mídia, alcançando veículos de comunicação de todo o País.

A transferência de Gabriel foi determinada pelo titular da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), Pedro Elias de Souza, que enviou uma Unidade de Tratamento Intensivo aérea ao município para realizar os procedimentos. O bebê chegou a Manaus na tarde desta segunda-feira (1°) e foi encaminhado para a Unidade de Cuidados Intensivos Neonatais da Maternidade Ana Braga, Zona Oeste.

Gabriel foi transferido para Manaus após ter uma piora em casa. Ele já havia recebido alta médica, mas acabou retornando para o Hospital de Jutaí na madrugada desta segunda-feira (1°), antes de seguir para Manaus.


Bebês usando máscara de oxigênio de garrafa PET

A Susam informou ainda que, para evitar que a criança fosse removida, primeiramente, para o município de Fonte Boa - pois Jutaí não dispõe de aeroporto -, a aeronave escolhida para montar a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) foi do tipo anfíbio, permitindo acesso direto ao município.

Sindicância

De acordo com a Susam, uma sindicância para apurar as circunstâncias do atendimento prestado aos gêmeos prematuros no hospital de Jutaí, na última quarta-feira (27), foi aberta. Uma equipe formada por três técnicos da Secretaria Adjunta de Atenção Especializada do Interior já foi enviada para o município.

Ainda de acordo com a Susam, o serviço de remoção aérea, utilizado nos casos mais graves, como o de Gabriel e da irmã dele, estão operando normalmente, mas não foi acionado.

“O secretário considerou grave o fato de o hospital não ter acionado a Susam, informando sobre a situação, para que pudesse providenciar a UTI aérea, serviço que é adotado em casos de emergência nos municípios do interior”, informou a secretaria, por meio de nota.

Resposta

A direção do Hospital de Jutaí informou que os gêmeos nasceram prematuros (de 7 meses) e que a menina tinha um quadro pulmonar mais debilitado, por isso morreu horas depois. Conforme a Susam, a falta da máscara de venturi – que não estava disponível na unidade e foi substituída pelo material improvisado com garrafa PET – não contribuiu para o óbito.

Segundo a unidade de saúde, “o quadro de infecção respiratória aguda de etiologia alveolar, ocasionada por síndrome de membrana hialina, foi a principal complicação de prematuridade e responsável pela mortalidade”.

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