Publicidade
Cotidiano
SAÚDE

Bebidas alcoólicas mataram 3 milhões de pessoas em 2016, segundo estudo

Álcool foi responsável por 12% das mortes de homens com idades entre 15 e 49 anos. “Não há um nível seguro de consumo do álcool para não prejudicar a saúde” 24/08/2018 às 11:09
Show 154 0859b6ae 38d3 447f 8c42 abeaabbe8d3a
Foto: Agência Brasil
Agência EFE Los Angeles (EUA)

O consumo de álcool causou a morte de 3 milhões de pessoas em todo o mundo em 2016, revelou um estudo da Universidade de Washington, em Seattle, divulgado pela revista The Lancet. A pesquisa mostrou que o álcool foi responsável por 12% das mortes de homens com idades entre 15 e 49 anos e afirma que não há um nível seguro de consumo para não prejudicar a saúde.

"Os riscos à saúde associados ao álcool são enormes", afirmou Emmanuela Gakidou, do Instituto para Medidas e Avaliações de Saúde da Universidade de Washington. "Nossas descobertas são consistentes com outro estudo recente que encontrou correlações claras e convincentes entre a bebida e as mortes prematuras, o câncer e os problemas cardiovasculares", explicou a pesquisadora.

A pesquisa não diferencia o tipo de bebida alcóolica consumida. Segundo o levantamento, 2 bilhões de pessoas ingeriram álcool de forma recorrente. Do total, 63% são homens. Os cientistas ainda calcularam que o consumo médio de álcool foi de 10 gramas de álcool, o equivalente a um pequeno copo de vinho tinto, uma cerveja ou uma dose de uísque.

Doenças cardiovasculares e cirrose

O consumo foi associado a 23 problemas relacionados à saúde, incluindo doenças cardiovasculares, diferentes tipos de câncer, cirrose, diabetes, epilepsia, pancreatite, infeções respiratórias e tuberculose, entre outros.

Além disso, a pesquisa ainda inclui lesões provocadas pelo consumo de bebidas alcóolicas, geradas por incidentes ligados à violência interpessoal ou a acidentes relacionados ao transporte. "Agora entendemos que o álcool é uma das maiores causas de morte do mundo", destacou Richard Horton, editor da The Lancet.

O levantamento utilizou 694 fontes de dados de consumo de álcool de diferentes regiões do mundo, assim como 592 estudos de projeções e perspectivas sobre o risco do álcool, explicou Max Griswold, principal autor do estudo. "Com a maior base de evidências compilada até o momento, nosso estudo mostra claramente que o consumo de bebidas alcoólicas causa perdas substanciais da saúde em todo o mundo", afirmou.

Publicidade
Publicidade