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Cotidiano
ESTUDO

Áreas de Saúde e Educação são as profissões do futuro, aponta pesquisa do BID

O cenário se dá em função do crescimento do emprego em ocupações sociais no Brasil que acelerou, acentuadamente, desde 1990, atingindo 9% do emprego total em 2010 25/02/2019 às 11:44
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(Foto: Divulgação)
acritica.com*

Uma projeção feita pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), intitulada “O Futuro do Trabalho na América Latina”, aponta que o Brasil precisará de quase 10 milhões de profissionais nas áreas de Educação e Saúde até 2040. O segundo estudo da série identificou a necessidade de 4 milhões de professores, 1 milhão de médicos e 4,5 milhões de enfermeiros nos próximos 20 anos.

O cenário se dá em função do crescimento do emprego em ocupações sociais no Brasil que acelerou, acentuadamente, desde 1990, atingindo 9% do emprego total em 2010, segundo o estudo. A capacidade de interagir com a tecnologia bem como as habilidades sociais, como a capacidade de trabalhar em equipe e gerar confiança, são os desafios para esses segmentos.

“Identificamos, ainda na criação do curso de Enfermagem, essa necessidade por profissionais que extrapolem a qualidade e capacidade técnica, que tenham uma visão mais empreendedora da própria carreira e que estejam habilitados para o relacionamento interpessoal”, afirma a professora da faculdade Martha Falcão | Wyden, Mara Rezende, responsável pelos cursos de Saúde da instituição.

O crescimento dessas profissões é atribuído pelo BID à dificuldade para automatizar as atividades feitas por seus profissionais, ao envelhecimento populacional e ao potencial de aumento de matrículas no sistema educacional.

A graduação de Bacharel em Enfermagem da faculdade Martha Falcão | Wyden, por exemplo, iniciou em fevereiro de 2018, integrando o núcleo de Saúde da instituição composto pelas áreas de Psicologia, Nutrição, Fisioterapia e Terapia Ocupacional e hoje é um dos mais concorridos. Com equipe docente formada por mestres e doutores e laboratórios com equipamentos de ponta, o curso agrega ainda projetos extracurriculares como o intercâmbio, de alunos e professores, com a Chamberlain Nursing School, uma das maiores escolas de Enfermagem dos Estados Unidos.

O resultado encontrado pelo estudo do BID levou em consideração variáveis como dados da população em idade de estudar e número de crianças por professor, no caso da Educação e, a proporção de médicos em relação à população de idosos que existirá nas próximas décadas, assim como a proporção de enfermeiros por médico, no caso da Saúde.

No âmbito da América Latina, segundo a publicação, a região analisada necessitará de 10,3 milhões de professores, 2,4 milhões de médicos e 6,2 milhões de enfermeiros no final do período analisado. Atualmente, de acordo com o BID, o número de profissionais de educação e saúde quadruplicou em quarenta anos, chegando ao montante de 11 milhões de pessoas que trabalham como médicos, enfermeiros e professores na região analisada.

O estudo abrangeu dados de censos populacionais e habitacionais de 6 países: Brasil, Chile, Equador, México, Panamá e Paraguai, entre 1970 e 2010. Nesses mesmos países e em outros três países (Costa Rica, Peru e Trinidad e Tobago), também foram utilizados dados agregados que, em geral, cobrem o período a partir do ano 2000, o que permite identificar as tendências de 1970 a 2018 para seis países e outra entre 2000 e 2018 , para nove países.   

*Com informações de assessoria imprensa

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