Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Biotecnologia: CBA será empresa público-privada

Ministro Fernando Pimentel, do Mdic, disse que o projeto que transforma o Centro em empresa mista está pronto, recebendo os últimos retoques



1.gif Fernando Pimentel participou nesta quinta-feira de audiência pública, na Comissão de Relações Exteriores do Senado,
05/07/2013 às 10:52

O Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), considerado o “elefante branco da floresta”, por ainda está em fase de implantação passados 11 anos e com investimentos de R$ 91 milhões desde a sua criação, vai se transformar em uma empresa público-privada. A notícia foi dada nesta quinta-feira (04) pelo ministro de Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel. Ele participou de audiência pública, na Comissão de Relações Exteriores do Senado, sobre os impactos que a Aliança do Pacífico – a ser formada por Chile, Peru, México e Colômbia – poderá trazer às atividades comerciais do Mercosul.

O assunto sobre o CBA foi abordado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) que questionou os motivos por que o centro de biotecnologia não funciona a contento. Sem CNPJ (pessoa jurídica), está sob a administração da Suframa com pesquisas feitas apenas por bolsistas. “Definitivamente, repudio essa letargia e o uso o exemplo recente da empresa Natura para falar de ações concretas. Recentemente, a direção da empresa de cosméticos anunciou o investimento de R$ 340 milhões para construir um centro de tecnologia e inovação científica no Amazonas. E o CBA, que poderia fazer parte desse projeto, ficará de fora porque não está funcionando a todo vapor”, criticou a senadora.

Na opinião da parlamentar, o CBA é mais um exemplo do descaso que a região sofre por falta de ações concretas. “Uma instituição fundamental e criada para atuar em áreas pouco exploradas na Zona Franca de Manaus como cosméticos e bioterápicos”, disse.

O ministro Fernando Pimentel informou que o projeto para transformar o Centro de Biotecnologia da Amazônia em uma empresa mista, de capital público-privada (PPP) encontra-se pronto e recebe os últimos detalhes técnicos, o formato final, no Ministério do Planejamento, e deverá ser por meio de uma lei.

“Concordo que o CBA não pode continuar do jeito que está. Com essa empresa, ao invés do que os críticos do Governo alegam, não queremos aumentar, inchar a estrutura, a máquina administrativa. Nesse caso, queremos dar um formato adequado a uma instituição que funciona, mas aquém do que deveria e poderia se tivesse o estatuto jurídico adequado”, explicou o ministro da Indústria e Comércio.

Ainda respondendo a questionamento de Vanessa Grazziotin sobre os organismos e institutos de pesquisa que farão parte do CBA, Fernando Pimentel garantiu que instituições de pesquisa, como Embrapa e Inpa estarão no conselho da nova empresa. 

Na Comissão de Relações Exteriores do Senado, o ministro da Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, disse que estará presente na próxima reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS), na semana que vem, e levará o ministro da Indústria e Comércio da Venezuela e um grupo de empresários daquele país para fazer e um grupo de empresários daquele país para negociar acordos comerciais com o polo industrial amazonense.

“Eles querem ter relações diretas com as empresas da Zona Franca de Manaus, sendo fornecedores ou compradores dos produtos das indústrias do Amazonas”, informou o ministro brasileiro.

Desde que assumiu o cargo, passados dois anos e meio, será a primeira vez que Pimentel participará de uma reunião do CAS. Ao ano ocorrem quatro delas. Este ano, o ministro apareceu em Manaus, mas para uma visita rápida à Suframa e, depois, ao governador Omar Aziz.

Andinos

O senador Eduardo Braga (PMDB/AM) questionou o ministro sobre a possibilidade de estender o acordo comercial aos países andinos, como Peru, Bolívia, Equador, Colômbia e Chile. “Quem sabe um acordo do Brasil com os países do pacto andino, para que nós possamos abrir uma oportunidade e uma janela para a exportação de nossos produtos manufaturados no Polo Industrial de Manaus”, sugeriu Braga. Pimentel disse que o trabalho que está sendo feito com empresários da Venezuela também pode ser reproduzido para outros países da América do Sul, especialmente os que fazem fronteira com o Amazonas.

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