Sexta-feira, 22 de Novembro de 2019
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Biotecnologia travada: Deputado sugere repassar administração do CBA para a Embrapa

Essa proposta foi feita nesta quinta-feira (06) pelo doutor em economia, José Alberto Machado, durante audiência realizada no próprio Centro



1.gif Proposta pelo deputado José Ricardo (quarto da esq. para dir.) audiência debateu os problemas e impasses do CBA
07/06/2013 às 09:36

As discussões sobre a personalidade jurídica do Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), que já duram 10 anos, estão longe do fim. Nesta quinta-feira (06), durante a audiência pública promovida pelo deputado estadual José Ricardo (PT) a respeito do Centro surgiu a proposta de repassar sua administração para a Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa).

A ideia que partiu do doutor em Economia, José Alberto Machado, foi bem recebida pelo chefe-geral da Embrapa Amazonas, Luiz Marcelo Rossi, presente na audiência, que citou outros acordos semelhantes firmados pela instituição.



Outra alternativa proposta na audiência e discutida no âmbito do Governo Federal é transformá-lo em uma Sociedade Mista que a credencia para obter investimentos públicos e privados. A última promessa do Planalto, responsável pela decisão, é de que a minuta do projeto de lei do CBA sairia em 2012. O projeto ainda precisa tramitar no Congresso Federal.

Hoje o CBA não possui sequer um diretor próprio, responsabilidade assumida pelo superintendente adjunto de Planejamento e Desenvolvimento Regional da Suframa, José Nagib, que esteve nesta quinta-feira em Brasília participando de mais uma reunião do governo sobre a autonomia jurídica do centro. Atualmente, sete ministérios disputam o vínculo institucional do CBA, entre eles o de Educação (MEC), Ciência e Tecnologia (MCT), Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Meio Ambiente (MMA), Agricultura, Relações Exteriores e Assuntos Estratégicos.

O CBA foi criado em 1998 e inaugurado em 2004 para ser um centro de inovação tecnológica com objetivo de desenvolver o conhecimento sobre a biodiversidade amazônica, mas até hoje não deixou de ser um anexo da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). Dessa forma, não possui recursos financeiros próprios e nem tem autonomia para a contratação de pessoal. Os profissionais prestam serviço para o Centro na condição de bolsistas.

Desde a sua fundação até o ano passado, o CBA recebeu R$ 102,5 milhões em recursos financeiros para a sua gestão, sendo que 72,2% foram oriundos da Suframa.

A presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam), Maria Olívia Simão, ressaltou que não se faz desenvolvimento tecnológico sem dinheiro, vontade, política, recursos humanos.

O deputado José Ricardo disse que a ideia da reunião é cobrar agilidade do governo para por o projeto em prática, com intenção de reduzir a dependência econômica do Amazonas do Polo Industrial de Manaus (PIM).


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