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Cotidiano
Ciclo das águas

Boletim Hidrológico divulgado pelo CPRM mostra fim da vazante na bacia do rio Negro

Os dados revelam que o rio já subiu quase um metro desde quando chegou ao nível máximo de seca de 2017 14/11/2017 às 17:03
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Segundo o boletim, há “estações em processo regular de vazante no trecho do alto rio Negro. Nas estações mais a jusante, o rio já indica fim do processo de vazante. No Porto de Manaus, o rio subiu 0,90 m desde o mínimo observado esse ano, em 6 de outubro”  / Foto: Euzivaldo Queiroz
Paulo André Nunes Manaus (AM)

A bacia do rio Negro apresenta o final do seu processo de vazante. É o que indica o 45º Boletim de Acompanhamento Hidrológico 2017 do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), que analisa o comportamento das estações monitoradas em termos estatísticos.

Segundo o boletim, há “estações em processo regular de vazante no trecho do alto rio Negro. Nas estações mais a jusante, o rio já indica fim do processo de vazante. No Porto de Manaus, o rio subiu 0,90 m desde o mínimo observado esse ano, em 6 de outubro”. 

Já na Bacia do Purus, os rios Acre e Purus seguem em processo crítico de vazante. Ambos os rios subiram alguns centímetros nos últimos dias, mas ainda oscilam em níveis baixos, informa a CPRM. Na Bacia do Branco, o “rio Branco encontra-se em processo regular de vazante”.

“Na  Bacia do Solimões os níveis no rio Solimões indicam fim do processo de vazante em toda a sua extensão. Nas estações do trecho mais alto, os níveis têm apresentado oscilações comuns a essa época do ano. Nas estações mais a jusante, os níveis encontram-se subindo há alguns dias”, informa o relatório da CPRM.

Em processo

No rio Amazonas, as estações de Careiro e Parintins estão praticamente estáveis, variando poucos centímetros, o que indica que possivelmente o processo de vazante seja encerrado nesse rio. Na Bacia do Madeira, em Humaitá, o rio Madeira subiu alguns centímetros, indicando um possível fim do processo de vazante nessa estação.

Segundo os dados climatológicos divulgados pelo Sipam, a partir do Center for Ocean-Land-Atmosphere Studies (Cola), o prognóstico de precipitação para o período de 7 a 15 deste mês indica a possibilidade de acumulados significativos podendo ocorrer nos Estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso, Tocantins, oeste e sul de Roraima, sul do Pará e setores sul ocidental do Amazonas. Também são esperados grandes volumes de chuvas para os países vizinhos, tais como Colômbia, Venezuela e Peru. Estes acumulados poderão ser favorecidos pelo avanço de sistemas frontais para latitudes mais baixas, com intensificação da Zona de Convergência de Umidade (ZCOU/ZCAS) aumentando a convecção e chuva nas áreas citadas.

No período de 15 a 23 de novembro, o prognóstico de precipitação mostra volumes expressivos que deverão se concentrar sobre os Estados do Mato Grosso, Rondônia, Acre, Amazonas e Roraima, além do sul da Venezuela, Colômbia e Peru. 

A partir do mês de outubro, a climatologia de precipitação da região Amazônica apresenta os valores máximos de chuva no sentido noroeste-sudeste da Amazônia, que compreende grande parte do Amazonas, sul do Pará e os estados do Acre, Rondônia, Mato Grosso e Tocantins. Os valores mínimos de chuva, a partir deste mês, segundo a climatologia encontram-se na porção norte e nordeste da Amazônia, abrangendo o Amapá e norte dos Estados de Roraima, Pará e Maranhão.

Na série histórica das cotas em Manaus, 74% tiveram o valor máximo anual no mês de junho, 20% em julho e 6% em maio. Para os mínimos anuais 43% foram no mês de outubro, 5% em novembro, 10% em janeiro, 10% em dezembro e 1% nos meses de fevereiro e setembro.

Ontem, o nível do rio Negro chegou a 18,47m. A cheia recorde foi registrada em 29 de maio de 2012, com a cota de 29,97 metros. O nível máximo da vazante ocorreu em 24 de outubro de 2010, com 13,63m.

Em números

18,47m foi o nível do rio Negro ontem. O nível máximo da vazante ocorreu em 24 de outubro de 2010, com 13,63m. A cheia recorde foi registrada em 29 de maio de 2012, com a cota de 29,97m.

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