Sexta-feira, 25 de Junho de 2021
Depredação ambiental

Bolsonaro afirma que governo reduziu multas ambientais por 'paz e tranquilidade'

De agosto de 2019 a julho de 2020, os dados oficiais mais recentes disponíveis, a Amazônia perdeu 11.088 quilômetros quadrados de cobertura florestal, a taxa mais rápida em 12 anos



pexels-photo-4070727-1-1024x682_40ECB74F-D674-48D4-B5C9-95CB305C076C.jpeg Foto: Reprodução / Internet
02/05/2021 às 10:35

O presidente brasileiro Jair Bolsonaro disse no último sábado (1º) que seu governo havia optado por reduzir o número de multas ambientais aplicadas a fazendeiros para levar "paz e tranquilidade" ao campo.

Especialistas ambientais atribuíram a redução das multas ambientais no Brasil nos últimos anos à capacidade reduzida do órgão regulador ambiental federal Ibama.

A partir de 2019, o Brasil começou a bater recordes de desmatamento ilegal. De agosto de 2019 a julho de 2020, os dados oficiais mais recentes disponíveis, a Amazônia perdeu 11.088 quilômetros quadrados (4.280 milhas quadradas) de cobertura florestal, a taxa mais rápida em 12 anos.

O discurso de Bolsonaro no sábado refletiu sua relação ainda aconchegante com os fazendeiros, uma parte fundamental de sua base política, mesmo com o ex-capitão do exército dando sinais provisórios nas últimas semanas de que aumentará os esforços para proteger a Amazônia do desmatamento.

"O número de multas caiu significativamente porque preferimos um método diferente, de dar conselhos, de observar. Como último recurso, há a opção de multas", disse Bolsonaro em uma versão virtual da Expozebu, convenção de pecuaristas.

Falando no final de abril em uma cúpula do clima organizada pelo presidente dos EUA Joe Biden, Bolsonaro prometeu dobrar o orçamento para fiscalização ambiental e acabar com o desmatamento ilegal até 2030.

O governo dos EUA aplaudiu essas metas, parte de uma mudança de tom do líder de extrema direita, embora muitos ambientalistas tenham dito que não levariam a retórica a sério antes de ver um progresso real.

Menos de 24 horas depois, Bolsonaro aprovou o orçamento federal de 2021 que incluía 2 bilhões de reais ($ 368 milhões) para o Ministério do Meio Ambiente e as agências que supervisiona, uma queda de 24% em relação ao ano anterior, de acordo com o diário oficial do governo. 

 




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