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Cotidiano
POLÍTICA

Bolsonaro diz que o filho, Flávio, ‘pagará o preço’ se tiver cometido erros

O presidente do Brasil fez a declaração em Davos, na Suíça, após denúncia de irregularidades financeiras envolvendo o filho mais velho dele, o senador eleito Flávio Bolsonaro 23/01/2019 às 10:05 - Atualizado em 23/01/2019 às 10:28
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Foto: AFP
AFP

O presidente Jair Bolsonaro, eleito com promessas de combater a corrupção no Brasil, afirmou em uma entrevista nesta quarta-feira (23), em Davos, na Suíça, que o filho dele, o senador eleito Flávio Bolsonaro, "pagará o preço" se forem comprovadas as transações financeiras irregulares de que é suspeito.

Bolsonaro fez a declaração à agência de notícias financeiras Bloomberg durante participação no Fórum de Davos. "Se por ventura ele vier a errar, se for comprovado, eu lamento como pai, mas ele vai pagar aí o preço dessas ações que não podemos coadunar", afirmou Bolsonaro.

Esta foi a declaração mais explícita de Bolsonaro a respeito do escândalo enfrentado nos primeiros 20 dias de presidência. A viagem dele ao Fórum de Economia em Davos é a primeira viagem ao exterior como presidente, que foi ofuscada pelo noticiário brasileiro a respeito das supostas irregularidades financeiras envolvendo o filho mais velho, Flávio.

Nas denúncias, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) detectou movimentações financeiras atípicas nas contas do policial militar Fabrício José de Queiroz, ex-assessor como motorista e segurança de Flávio Bolsonaro quando ele atuava como deputado estuadual da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro.

As operações, segundo a Coaf, realizadas entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017, implicam quantias incompatíveis com os rendimentos de Fabrício Queiroz. Segundo a investigação, foram feitos 48 depósitos na conta bancária de Flávio entre junho e julho de 2017, totalizando R$ 96 mil.

A mídia brasileira também informou que os investimentos imobiliários de Flavio aumentaram exponencialmente nos últimos anos. A imprensa igualmente destacou que o gabinete de Flavio, enquanto deputado, contratou parentes de um ex-policial denunciado por fazia parte de uma milícia no Rio de Janeiro. A milícia controlava o território em das favelas na capital carioca.

Flávio, em entrevistas no fim de semana, negou que qualquer um dos depósitos em sua conta fosse ilícito. Ele também disse que as transações relacionadas a Fabrício Queiroz eram de responsabilidade do ex-assessor.

A investigação sobre Flávio Bolsonaro corre o risco de minar a agenda anticorrupção do presidente.

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