Sábado, 19 de Outubro de 2019
ASSEMBLÉIA GERAL

Bolsonaro diz que vai defender a soberania do Brasil sobre a Amazônia na ONU

Presidente fala na abertura da Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, na próxima terça-feira (24)



diashdasu_327B7AC5-6AD3-4414-963F-08E6264145D8.jpeg Foto: Agência Brasil
17/09/2019 às 09:25

O presidente Jair Bolsonaro prometeu fazer um discurso “defendendo a soberania sobre a Amazônia” brasileira, na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em entrevista veiculada em uma emissora de televisão, na noite desta segunda-feira (16). Desde a fundação da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil abre a mesa de negociações anual. Em 2019, a cerimônia acontece no dia 21 de outubro.

O presidente, que teve alta e deixou o hospital privado Vila Nova Star, em São Paulo, afirmou que encontra-se em condição de saúde ‘positiva’ para a viagem até Nova York, marcada para o dia 23. A fala deve acontecer na terça-feira (24).

“Eu falei há um tempo atrás que iria de qualquer maneira, nem que fosse de cadeira de rodas, afirmou. “Isso será possível.  Já comecei a rascunhar o discurso, um discurso diferente dos que me antecederam. É conciliatório sim, mas [irá] reafirmar a questão da nossa soberania sobre a Amazônia e do potencial que o Brasil tem para o mundo, coisa que poucos ou quase nenhum presidente teve uma postura dessas natureza na ONU.

Queimadas na Amazônia



Bolsonaro elogiou o presidente americano, Donald Trump,  que na sua opinião, ‘conteve’ o presidente da França, Emmanuel Macron, quando este tentou pressionar o G7 a aplicar sanções contra o Brasil em função das queimadas na Amazônia.

“Trump foi a pessoa decisiva para conter o senhor Macron num canto, que estava fazendo uma campanha contra o Brasil em cima de um fake news, mentira.
Bolsonaro reclamou sobre a ideia levantada no debate mundial de “internacionalizar a Amazônia”, após o registro de queimadas na região.

“Aquelas queimadas infelizmente acontecem, mas não pela proporção divulgada pela imprensa europeia”. disse Bolsonaro. De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), agosto deste ano foi o pior mês para a Amazônia desde 2010. O número de queimadas na região triplicou em relação a agosto do ano passado, passando de 10.421 em 2018 para 30.901 em 2019. O recorde anterior, há nove anos, foi de 45.018 focos de incêndio na parte brasileira do bioma.

Perguntado sobre quando a indicação de seu filho, Eduardo Bolsonaro, à embaixada brasileira em Washington será formalizada, o presidente disse que "não pode falar em data" e que "já sabia que  a indicação poderia dar muita polêmica".

O presidente disse que Eduardo, que nunca trabalhou como diplomata, "tem competência e tem qualidade" para o posto de embaixador, e que a indicação não se dá por ele ser seu filho. Ao especificar as qualidades do filho, referiu-se à suposta proximidade com Trump.

"Se não for meu filho, será filho de alguém. Uma pessoa que tem liberdade com a família do presidente Donald Trump, tanto que há uma semana ele foi aos Estados Unidos e foi recebido pelo presidente Donald Trump. Ninguém nunca conseguiu isso. E o problema que nós tínhamos está resolvido", afirmou, em referência às queimadas.


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