Segunda-feira, 18 de Janeiro de 2021
Eleições americanas

Bolsonaro é aconselhado a esperar resultado oficial de eleição nos EUA para se manifestar

Presidente Jair Bolsonaro apoia declaradamente o atual presidente americano, Donald Trump



mh_3_1BE24FBC-3239-46EA-B2FA-A185B72AC0AF.jpg Foto: REUTERS
03/11/2020 às 10:13

Apesar da torcida aberta do presidente Jair Bolsonaro pela reeleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos, a recomendação de diplomatas e assessores próximos ao presidente é que ele espere a declaração de um resultado oficial da disputada eleição norte-americana desta terça-feira para se manifestar, disseram à Reuters duas fontes que acompanham o tema.

Bolsonaro acompanha de perto as eleições nos Estados Unidos e na manhã desta terça se reuniu com o ministro das Relações Exteriores. Ernesto Araújo, o assessor para assuntos estratégicos da Presidência, almirante Flávio Rocha, e com o assessor internacional da Presidência, Filipe Martins, para analisar o cenário norte-americano e definir a estratégia de reação ao resultado.



A recomendação feita ao presidente, de acordo com uma das fontes, é que, dado ao cenário imprevisível da eleição, o presidente brasileiro se abstenha de cumprimentar um vencedor antes do anúncio do resultado oficial, o que deve levar alguns dias, mesmo que um deles, Trump ou o democrata Joe Biden, se declare vencedor.

O governo brasileiro trabalha com a possibilidade de Trump levar à Justiça o resultado das eleições, o que pode embolar ainda mais o processo e retardar o resultado. Nesse caso, Bolsonaro foi aconselhado também a não dar declarações que sugiram um lado.

“A recomendação é não falar nada até termos um resultado definitivo”, disse uma das fontes, ressaltando que, apesar das pesquisas darem vantagem a Biden, é difícil prever o resultado no Colégio Eleitoral.

Apesar das recomendações, a reação de Bolsonaro é imprevisível. Hoje pela manhã, em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada, o presidente perguntou se a eleição daria Biden ou Trump. Ao ouvir que “tinha que dar Trump”, respondeu que não falaria nada.

Mais tarde, no entanto, disse à CNN Brasil que estaria confiante na reeleição de Trump e que isso seria bom para as relações comerciais e diplomáticas do Brasil.

 


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