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Cotidiano
DENÚNCIA

Bolsonaro nega ter tido conhecimento de ‘patrocínio’ de mensagens no WhatsApp

Empresários apoiadores do candidato à Presidência teriam financiado o envio em massa de mensagens no WhatsApp contra Haddad, o que seria caixa dois e financiamento ilegal de campanha 19/10/2018 às 13:37 - Atualizado em 19/10/2018 às 13:41
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Foto: Arquivo A Crítica
Reuters

O candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, disse em vídeo divulgado nas redes sociais nesta sexta (19) que não tem conhecimento de que apoiadores tenham financiado o envio em massa de mensagens pelo WhatsApp contra o candidato do PT Fernando Haddad, rival no segundo turno da corrida presidencial.

Bolsonaro pediu que, se houver aliados fazendo isso, que parem de fazer. “Se por ventura alguém estiver fazendo trabalho sobre isso —empresários, alguém que tenha recurso— peço para não fazê-lo porque está previsto em lei que esse tipo de propaganda não é admissível”, disse o candidato, que afirmou não ter recursos para utilizar este tipo de ferramenta.

“Conhecimento nenhum meu. Nós não precisamos disso. O PT por si só, você falar a verdade sobre ele, é o suficiente para você, com toda a certeza, sair vitorioso de uma campanha”, disparou.

Ontem, quinta-feira (18), o jornal Folha de S.Paulo publicou matéria que afirma que empresários teriam financiado o envio em massa de mensagens pelo WhatsApp contra a campanha de Haddad, o que configuraria caixa dois e financiamento ilegal de campanha.

PT aciona o TSE

O PT entrou com ação contra Bolsonaro por conta desta denúncia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Haddad afirmou que o segundo turno da eleição deveria ser entre ele e o candidato do PDT, Ciro Gomes, que ficou na terceira posição no primeiro turno.

No vídeo, Bolsonaro também afirma que ainda tem restrições por conta das duas cirurgias a que se submeteu após a facada que sofreu no início de setembro e expressou ter preocupações com sua segurança. “Eu tenho uma bolsa de colostomia aqui do lado e a restrição vem daí. Ela pode se romper e eu teria uma recaída. Então a minha saúde em primeiro lugar”, disse o presidenciável, acrescentando que a previsão dos médicos é de que ele passe por uma nova cirurgia para retirada da bolsa de colostomia em dezembro.

“Se eu desistir ou perder a vida agora, de acordo com a nossa Constituição, vem aí o terceiro colocado para disputar o segundo turno. Então, de posse disso, na mesa, não estou acusando ninguém de querer me tirar de combate dessa forma, mas o quadro é esse. Cada um que faça as suas projeções e se coloque no meu lugar e como procederia nesse momento.”

Bolsonaro citou esses dois fatores —restrições médicas e preocupação com a segurança— para justificar que “dificilmente” participará de debates no segundo turno. “Temos a questão do meu estado de saúde ainda, estou com restrições. E por outro lado pesa o fator segurança. Então, baseado nisso, dificilmente eu comparecerei a debates.” Na véspera, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, havia anunciado que Bolsonaro não participará de debates no segundo turno.

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