Quinta-feira, 27 de Janeiro de 2022
POLÍTICA

Bolsonaro se filia ao PL, partido do escândalo do mensalão no governo Lula

"O que queremos é continuar o que fizemos desde janeiro de 2019, mudar o destino do Brasil", disse o presidente Jair Bolsonaro no ato de filiação



bolso_CA208790-3CD3-4BFD-8814-5FCE92B44C9B.jpg Foto: Reprodução/Internet
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30/11/2021 às 15:50

O presidente Jair Bolsonaro ingressou no Partido Liberal (PL), de direita, nesta terça-feira (30), com os olhos na reeleição em 2022, embora não tenha anunciado sua candidatura por enquanto.

"Não estamos aqui lançando ninguém a cargo nenhum. É um evento simples, mas de muita importância: a filiação, que é uma passagem para que nós possamos pleitear algo lá na frente", declarou o presidente em um hotel em Brasília, diante de centenas de personalidades e futuros colegas de partido, muitos deles sem máscara.



Após a cerimônia, à qual a imprensa não teve acesso, Bolsonaro se dirigiu a alguns seguidores que se reuniram em frente ao hotel em Brasília: "O que queremos é continuar o que fizemos desde janeiro de 2019, mudar o destino do Brasil, cada vez mais defendendo a família, aquelas pautas do conservadorismo." 

Bolsonaro, que por diversas vezes afirmou que pretende concorrer nas eleições de outubro de 2022, tem quase um ano para reverter um quadro complicado, dada a sua baixa popularidade, uma economia em crise e a perspectiva de enfrentar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, favorito nas pesquisas. 

Bolsonaro, de 66 anos, estava sem partido desde que rompeu com o Partido Social Liberal (PSL), há dois anos, com o qual venceu as eleições presidenciais de 2018. 

Além do presidente, um de seus três filhos que atuam na política, o senador Flávio Bolsonaro, também ingressou no PL. 

O partido, que tem entre seus membros o ex-jogador e senador Romário e o deputado e palhaço Tiririca, é a nona legenda de Bolsonaro desde que ele iniciou sua carreira política há mais de três décadas.

- Eleições polarizadas -

A popularidade do presidente caiu para 22%, o nível mais baixo desde o início de seu mandato, devido ao gerenciamento caótico da pandemia, que já registra quase 615 mil mortos, além de altos níveis de inflação e desemprego. 

Ademais, ele acumula mais de cem pedidos de impeachment no Congresso e tem cinco investigações abertas contra si no Supremo Tribunal Federal e na Justiça Eleitoral. 

Nas pesquisas, ele aparece como perdedor em um eventual cenário contra Lula, 76, que planeja anunciar no início do ano que vem se disputará um terceiro mandato. 

Em sua recente viagem pela Europa, Lula foi recebido pelo presidente da França, Emmanuel Macron, pelo chefe de governo da Espanha, Pedro Sánchez, e pelo futuro chanceler alemão, Olaf Scholz. 


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