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Bombeiros alegam falta de investimento na prevenção de incêndios no AM

Academia de Bombeiros Civis do AM aponta que ainda há pouco interesse de empresários de diversos segmentos, não somente proprietários de casas noturnas, em investimentos na prevenção e combate a incêndios 04/02/2013 às 08:47
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Os bombeiros civis Pablo Farias e Bruno Milome lamentam que só haja interesse em procurar profissionais para a prevenção ao fogo após tragédias como a de Santa Maria
Carolina Silva ---

“Naquele evento de Santa Maria, se houvesse profissionais treinados, certamente os prejuízos teriam sido minimizados.” A afirmação é do bombeiro civil Pablo Farias, gerente de operações da Academia de Bombeiros Civis do Amazonas (ABC-AM). Peritos ainda buscam esclarecer como o fogo começou e se espalhou pela boate Kiss, na cidade de Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Ao todo, 236 jovens morreram por conta do incêndio.

Além de testemunhas, investigações da tragédia apontam uma série de falhas que não permitiram que o fogo fosse rapidamente controlado ou mesmo que não se iniciasse. Entre os relatos de sobreviventes, o despreparo dos funcionários da casa noturna para a evacuação dos jovens foi um agravante. Um dos seguranças da boate não conseguiu acionar o extintor de incêndio. Outros relatos dão conta de que seguranças impediram a saída dos jovens da boate.

“O bombeiro civil é treinado para atender acidentes industriais, em comércios, isto é, intra-muros. Aí inclui-se também casas noturnas. Se tivesse um bombeiro civil naquela situação, ele estaria treinado para ficar ali perto do palco, próximo ao extintor de incêndio. Antes do início do evento faria um reconhecimento das instalações do local e identificaria o que iria oferecer risco ou não. É o que fazemos quando somos contratados para eventos assim”, explicou Farias.

O coordenador do curso de formação de bombeiros civis da ABC-AM, Bruno Milome, ressaltou, ainda, que o profissional saberia orientar para que artefatos pirotécnicos não fossem usados na boate. “Um bombeiro civil no local alertaria que, naquele lugar, não poderia ser usado o sinalizador. Além disso, em qualquer outra eventualidade, estaria preparado para usar os equipamentos de segurança”, completou.

Desinteresse

Os bombeiros civis Pablo Farias e Bruno Milome afirmam que ainda há pouco interesse de empresários de diversos segmentos, não somente proprietários de casas noturnas, em investimentos na prevenção e combate a incêndios. Segundo eles, na maioria dos casos o interesse é despertado por tragédias como a que ocorreu em Santa Maria.

(A íntegra deste conteúdo está disponível para assinantes digitais ou na versão impressa).

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