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Bombeiros elevam para 19 o número de desaparecidos depois de tragédia em MG

Duas barragens romperam em Bento Rodrigues (MG) e bombeiros ainda procuram por mais desaparecidos. Causas do rompimento serão investigadas 12/11/2015 às 11:22
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Bombeiros usam tratores para chegar a casas atingidas pelo rompimento de barragem
Yara Aquino e Ana Cristina Campos (Agência Brasil) ---

As equipes do Corpo de Bombeiros continuam ao longo do dia de hoje (7) o trabalho de buscas aos desaparecidos após o rompimento de duas barragens em Bento Rodrigues, distrito de Mariana (MG).

Nesta manhã, a corporação atualizou para 23 o número de desaparecidos, sendo 13 trabalhadores da mineradora Samarco e seis moradores da região. Até então, a informação era que 13 pessoas estavam desaparecidas.

“Temos relatos de pessoas que viram outra sendo levada pelo fluxo de terra. Outro sabia que tal pessoa estava em tal local, em tal máquina, e a máquina foi soterrada, então essa pessoa está desaparecida. A gente trabalha com esses relatos", disse o tenente do Corpo de Bombeiros André Vitti, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Diante do cenário de destruição, o tenente afirmou que o alcance da tragédia teria sido ainda maior caso moradores de Bento Gonçalves não tivessem conseguido deixar a região assim que souberam do rompimento das barragens.

“Houve informações para as pessoas de que a barragem tinha se rompido, então muitas conseguiram deixar o local. Com certeza, se não tivesse tido essa informação, teríamos centenas de desaparecidos porque a cidade de Bento Rodrigues foi completamente devastada”, contou.

Pelo menos 128 residências foram atingidas em Bento Rodrigues, de acordo com o Corpo de Bombeiros. Ontem (6), o prefeito de Mariana, Duarte Júnior, disse que as famílias que perderam suas casas em consequência do rompimento das barragens da mineradora Samarco vão deixar o ginásio onde estão abrigadas e serão levadas para hotéis da cidade e de municípios vizinhos.

Segundo Duarte, os diretores da empresa se disponibilizaram a pagar a locação dos imóveis para essas famílias. As barragens de Fundão e Santarém, da Samarco, se romperam na tarde dessa quinta-feira (5), inundando a região com lama, rejeitos sólidos e água usados no processo de mineração.

Causas do rompimento

O diretor-presidente da mineradora Samarco, Ricardo Vescovi, disse ontem que ainda não sabe as causas do rompimento das barragens de Fundão e Santarém. “Não estamos especulando sobre hipóteses, mas vamos fundo para descobrir o que de fato aconteceu. No momento estamos monitorando a barragem de Germano, que se encontra estável e sem alteração”, disse Vescovi, em entrevista à imprensa.

O responsável pelo plano emergencial da Samarco, Germano Silva, informou que por volta das 14h de quinta-feira (5) houve um primeiro tremor e que funcionários foram até o local, mas não verificaram nenhum rompimento.

Porém, uma hora depois a barragem de Fundão se rompeu e causou o rompimento da barragem de Santarém. Ele negou que houve um erro na primeira análise das barragens e disse que tudo será apurado para saber quais foram as causas do acidente.

MP investiga

O coordenador do Núcleo de Combate a Crimes Ambientais e do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais do Ministério Público de Minas Gerais, promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto, disse que o órgão instaurou um inquérito civil público para apurar o rompimento de duas barragens da mineradora Samarco na região de Mariana, em Minas Gerais.

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