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Cotidiano
NAUFRÁGIO

Bombeiros percorrem foz do rio Madeira em busca de irmãos desaparecidos em naufrágio

Equipes divididas em três lanchas iniciaram 4º dia à procura de crianças de 1 e 5 anos que sumiram após lancha afundar em N. Olinda do Norte 13/03/2017 às 11:11 - Atualizado em 13/03/2017 às 11:24
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Foto: Divulgação
Vinicius Leal Manaus (AM)

O Corpo de Bombeiros do Amazonas deu início na manhã desta segunda-feira (13) ao quarto dia de buscas por dois irmãos, de 1 e 5 anos, que desapareceram após naufrágio de um lancha ocorrido na semana passada no rio Madeira, nas proximidades do porto de Nova Olinda do Norte, município localizado a 135 quilômetros de Manaus. A lancha com 21 passageiros fazia viagem de Autazes a Borba, e fez parada no porto de Nova Olinda.

Neste quarto dia de buscas, denominado Operação “Pente Fino”, as equipes dos bombeiros vão se dividir em três lanchas e percorrer cerca de 20 a 25 quilômetros pela região conhecida como Boca do Madeira, ou a foz do rio, local de limite entre os municípios de Autazes, Nova Olinda do Norte e Itacoatiara e onde o rio Madeira desemboca no rio Amazonas.

“A estratégia é utilizar um barco recreio com toda logística necessária para suprir as lanchas e os membros da equipe com alimentação e demais equipamentos. Isso para que não haja interrupção nas buscas ao longo do dia”, informou a assessoria de imprensa do Corpo de Bombeiros. Além dos bombeiros, também participam dos trabalhos de buscas equipes da Defesa Civil de Nova Olinda, da Marinha do Brasil e familiares.

Desaparecidos

Os dois irmãos de 1 e 5 anos desapareceram no final da manhã da última quinta-feira (16) durante naufrágio de uma lancha identificada como Vó Mulata, que fazia viagem de Autazes, município localizado a 113 quilômetros de Manaus, destino final em Borba, a 151 quilômetros da capital. Durante a viagem, a embarcação faria parada em Nova Olinda do Norte para embarque e desembarque de passageiros. Ao todo, 21 pessoas estavam na lancha. Desses, 19 foram resgatados e passam bem.

As causas do naufrágio estão sendo investigadas, mas segundo a polícia há suspeita de que o motor da embarcação tenha sofrido uma pane e o piloto perdido o controle da direção. Assim, a lancha foi arrastada pela forte correnteza do rio Madeira e afundou, fazendo os tripulantes caírem na água até serem levados para debaixo do terminal hidroviário do porto de Nova Olinda do Norte.

Buscas submersas

Desde o naufrágio, as equipes não cessaram os trabalhos à procura das duas crianças, inclusive no final de semana. Além das buscas sobre as águas, os bombeiros também fizeram buscas submersas durante mais de 90 horas, ultrapassando o protocolo padrão de 72h. Devido à forte chuva, a visibilidade no local teria ficado comprometida, e os mergulhadores alcançaram a profundidade de 23 metros. As buscas também abrangeram as áreas indicadas pelos familiares.

Investigação

As investigações do naufrágio estão sob responsabilidade da Polícia Civil e da Marinha do Brasil. Até então, o piloto da embarcação, identificado como Alisson Graça Pontes, 24, prestou depoimento ao delegado Mauro Roberto Canale e foi liberado. Ele confirmou que no momento do naufrágio chovia bastante e que o motor da lancha parou de funcionar até uma forte correnteza arrastar a embarcação para debaixo da estrutura do porto. A polícia não divulgou mais detalhes das investigações.

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