Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Braga pede desculpas por quedas de energia desta quinta-feira (9) e anuncia investimentos

Segundo o ministro, houve desligamento das linhas de 500 kV (Tucuruí – Manaus – Macapá) do Sistema Interligado Nacional (SIN)


10/04/2015 às 18:05

Em evento que anunciou investimentos no setor de energia para o Estado do Amazonas no valor de R$ 6 bilhões, o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga (PMDB), admitiu que a população tem razão de estar insatisfeita com o serviço prestado hoje pela Eletrobras Amazonas Energia, e chegou a pedir desculpas pelo apagão ocorrido na capital na noite anterior, quinta-feira (9).

“Eu sou daqueles que tem muita convicção e a humildade de entender que o Amazonas já recebeu muitos investimentos para o setor elétrico, mas que o povo não está satisfeito e nem está contente com o nível de atendimento que nós temos no setor elétrico. Ontem, nós tivemos um apagão na cidade de Manaus que durou 28 minutos e eu quero pedir desculpas ao povo do Amazonas”, disse Braga.

Segundo o ministro, houve desligamento das linhas de 500 kV (Tucuruí – Manaus – Macapá) do Sistema Interligado Nacional (SIN), conforme informações repassadas pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

“E esse interrompimento dos 160 megawatts acabou provocando um desligamento de quase 600 megawatts, coisa que não deveria acontecer. E muitos não toleram mais o desligamento, e muitos não toleram mais a queda de energia em determinadas regiões”, afirmou o ministro.

Desde que havia assumido o Ministério de Minas e Energia, em janeiro de 2015, Braga ainda não havia visitado o Amazonas, Estado onde construiu sua carreira política. Ele justificou a ausência.

“Esses quatro meses ausentes têm sido em função de um grande desafio que a vida, Deus, a presidenta Dilma (Rousseff-PT) e o povo do Amazonas acabaram me conduzindo ao Ministério de Minas e Energia num momento de grandes desafios”, explicou, em referência à crise hídrica que atingiu a região sudeste do País.

Após se desculpar pelo apagão de quinta-feira e explicar o motivo de seu sumiço do Estado, Braga detalhou como o governo federal pretende investir R$ 6 bilhões de 2015 a 2018 na expansão do Sistema Elétrico de Manaus, na integração de municípios como Parintins, Humaitá e Itacoatiara ao Sistema Interligado Nacional, nas melhorias no Sistema de Geração das usinas térmicas do interior do Estado, além da retomada do programa Luz Para Todos. “Esperamos que o investimento anunciado coloque o Amazonas num novo status”, afirmou Braga.

O evento aconteceu na sede da Eletrobras Amazonas Energia, no Centro e, na ocasião, o novo presidente da Eletrobras Amazonas Energia, Antonio Carlos Faria de Paiva, também foi empossado.

O vice-governador do Estado, Henrique Oliveira (SDD), afirmou que é necessário investimentos para garantir o desenvolvimento do Estado, tirando a população do isolamento, do desconforto e da insegurança energética, garantindo, assim, desenvolvimento, geração de renda e riqueza.

“Com a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos, mesmo com todas as dificuldades que o Brasil está passando, após a crise, o País precisará de logística, infraestrutura, portos, aeroportos, internet e, acima de tudo, energia para gerar o desenvolvimento. Por isso, vemos com muito bons olhos o carinho que a presidenta Dilma tem com o Amazonas ao anunciar esses investimentos”, disse o vice-governador.

A Prefeitura de Manaus não enviou representante ao evento. O prefeito Artur Neto (PSDB) estava em viagem. De acordo com o ministro Eduardo Braga, “eles (Prefeitura) foram convidados”. 



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Compensa

Ainda nesta sexta-feira (10), o ministro Eduardo Braga visitou a nova subestação Compensa de 138/13,8 kV, localizada na Av. Brasil s/nº, bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus.

A subestação faz parte do cronograma de obras da interligação do Estado do Amazonas ao Sistema Interligado Nacional (SIN), através do linhão de Tucuruí.  O complexo tem a capacidade inicial de 80 MVA, linhas de transmissão associadas em 138 kV e a disponibilização de até 10 novos alimentadores de 13,8 kV. 

A unidade propiciará, além do atendimento de toda região de Compensa, a flexibilização operacional de cargas. O investimento  na obra foi da ordem de R$ 32 milhões.

Luz para Todos

Voltado a levar eletricidade às famílias de baixa renda nas zonas rurais e ribeirinhas, o programa Luz para Todos, que beirou a extinção em dezembro de 2014, ontem, teve anunciado pelo ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, o investimento de R$ 195 milhões, e que deve beneficiar aproximadamente 51 mil pessoas no estado do Amazonas.

Com este valor de investimento será possível fazer, entre 2015 e 2016, 10.200 novas ligações. “Em no máximo duas ou três semanas o programa Luz Para Todos já será retomado”, garantiu o ministro.

Além do investimento anunciado de R$ 195 milhões, o governo federal pretende investir, até 2018, mais R$ 185 milhões no programa, com estimativa de 12 mil novas ligações.

Crise não afetará investimentos

Enquanto Eduardo Braga apresentava investimento do governo federal em Manaus, o governador do Amazonas, José Melo (Pros), que não participou do evento, antecipava, em Iranduba, parte da programação de obras na área de educação no interior do Estado.

Melo afirmou que os investimentos no setor não serão afetados pela crise que atinge a economia brasileira e impõe cortes aos Estados. Para este ano, mais de R$ 320 milhões serão aplicados em todo o Amazonas em melhorias na estrutura da rede pública de ensino, entre recursos próprios e financiamentos, conforme dados da Secretaria de Estado de Educação (Seduc).

“Mesmo com a crise, vamos conseguir manter os níveis de investimento na educação", enfatizou o governador. A declaração foi dada durante a inauguração da Escola Estadual Cecília Carneiro de Oliveira, em Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus). A unidade, que atende 906 alunos de ensino fundamental e educação de jovens e adultos, foi totalmente reestruturada e ganhou novos laboratórios e quadra poliesportiva, totalizando investimentos de R$ 2,4 milhões.

O Linhão de Tucuruí, que possui 1,8 mil quilômetros de extensão - entre a hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, até Macapá, no Amapá, e alcança Manaus - deve interligar, finalmente, o Amazonas ao Sistema Nacional de Energia até o início de 2017.

“De fato, nós estamos interligados. O que está acontecendo é que estamos com uma interligação em duas ilhas, o que significa dizer que a ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) ainda não reconheceu de direito, portanto, é uma proteção que esta sendo dada ao Amazonas pelo fato de as duas subestações que deveriam estar interligadas por aquele anel ainda não terem sido concluídas, mas até o final de 2016, início de 2017, teremos todo o sistema interligado”, disse.

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