Terça-feira, 20 de Agosto de 2019
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Brasil acompanha com atenção renúncia de Bento XVI, diz Patriota

Bento XVI deixará suas funções no próximo dia 28 às 20h de Roma (16h de Brasília). Antes, no dia 27, ele fará uma despedida



1.jpg Papa Bento XVI anuncia renúncia e Brasil acompanha despedida
13/02/2013 às 09:38

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, disse nesta terça-feira (12) que o país acompanha “com muita atenção” os desdobramentos da decisão do papa Bento XVI de renunciar, no próximo dia 28. Patriota lembrou que a decisão deve ser “respeitada no seu contexto” e que  Bento XVI é uma figura respeitada e admirada pelos brasileiros. A avaliação de Patriota ocorreu depois de ele participar da reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova York.

“É uma decisão surpreendente na medida em que é algo que não ocorre há vários séculos. Mas que precisa ser respeitada no espírito em que foi tomada e, sobretudo, pela figura do papa, que é uma figura de grande autoridade moral e religiosa, vista com grande admiração em muitos países, no Brasil em particular”, ressaltou o chanceler.

Bento XVI deixará suas funções no próximo dia 28 às 20h de Roma (16h de Brasília). Antes, no dia 27, ele fará uma despedida. “Recebemos [a notícia] com muito respeito pela figura do papa. Obviamente, há expectativa de uma visita do papa ao Brasil este ano [em julho para a Jornada Mundial da Juventude, no Rio], e seguiremos com muita atenção as deliberações do Vaticano nos próximos dias”, disse ele.

O chanceler lembrou que o papa inspira respeito da comunidade internacional: “A figura do papa Bento XVI desperta grande respeito na comunidade internacional e, em países católicos, como o Brasil, em particular. Desejamos, é claro, que ele esteja nas melhores possíveis condições de saúde, pois sei que há também uma preocupação com a saúde que o levou a essa decisão.”

Pelo Novo Mapa das Religiões, divulgado em agosto de 2011 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os católicos passaram de 73,8% da população em 2003 para 68,4% em 2009 – uma queda de 5,4 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, os evangélicos passaram a representar 20,2% da população, contra 17,9% em 2003. O levantamento foi feito a partir de dados de mais de 200 mil entrevistas da Pesquisa de Orçamento Familiar, do IBGE.


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