Segunda-feira, 03 de Agosto de 2020
DE OLHO NA UNIÃO EUROPEIA

Brasil atua para desfazer 'opiniões distorcidas' sobre Amazônia, diz Bolsonaro

Presidente fez apelo para que países do Mercosul finalizem textos para assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia ainda neste semestre



LYNXMPEG611DV_L_5D1F9F6C-F645-4515-A163-D7E547A35302.jpg Foto: Adriano Machado/Reuters
02/07/2020 às 16:16

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (2) durante reunião do Mercosul que seu governo atua para desfazer “opiniões distorcidas” sobre o país em temas como proteção da Amazônia e indígenas, e fez um apelo para que os presidentes dos países do bloco instruam negociadores a finalizar os textos para a assinatura do acordo de livre comércio com a União Europeia ainda neste semestre.

“Os históricos acordos selados em 2019 com a União Europeia e a Associação Europeia evidenciam que estamos no caminho certo. Apelo a todos os presidentes para que, como eu mesmo fiz, instruam os seus negociadores a fecharem os textos. Atuemos com o firme propósito para deixá-los prontos para assinatura neste semestre”, disse.



“Ao mesmo tempo, nosso governo dará prosseguimento ao diálogo, com diferentes interlocutores, para desfazer opiniões distorcidas sobre o Brasil e expor as ações que temos tomado em favor da proteção da floresta amazônica e do bem-estar das populações indígenas”, completou ele, durante reunião virtual do Mercosul.

Sob Bolsonaro, o Brasil tem sido duramente criticado na proteção da Amazônia e no cuidado com a população indígena. O presidente da França, Emmanuel Macron, é um exemplo dos que têm resistido a subscrever o acordo UE-Mercosul —que precisa do aval dos 27 países-membros da UE— para entrar em vigor devido à política ambiental de Bolsonaro.

Apesar da fala de Bolsonaro, o comunicado final do encontro do Mercosul, de 6 páginas, não faz nenhuma referência às tratativas para a efetivação da parceria entre os dois blocos econômicos.

O presidente disse que quer levar adiante negociações em aberto para eventuais acordos do Mercosul com o Canadá, a Coreia do Sul, Cingapura e o Líbano, expandir acordos vigentes com Israel e a Índia e abrir novas frentes na Ásia. “Temos todo interesse de buscar tratativas com países da América Central”, mencionou.

Em seu discurso, Bolsonaro elogiou a presidência temporária do bloco exercida por Mario Abdo, presidente do Paraguai, por ter feito a reestruturação interna do Mercosul. Ele defendeu o retorno da Venezuela ao caminho da liberdade.

“Não poderia encerrar sem fazer menção à Venezuela, na expectativa que retorne o quanto antes o caminho da liberdade. Nesse mesmo espírito, de valorização da democracia, lamento que o governo da presidente Janine Áñez (da Bolívia), contrariamente à vontade do Brasil, não tenha podido participar de nosso trabalho ao longo do semestre. Continuemos todos a defender, de modo incansável, o compromisso do Mercosul com a democracia”, disse.


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