Sábado, 24 de Agosto de 2019
EM QUEDA

Brasil e México puxam a economia na América Latina para baixo, diz FMI

Com o pior resultado econômico dos últimos três anos, o Brasil e o México desaceleram a economia na América Latina, conforme dados do Fundo Monetário Internacional (FMI), publicados hoje (23)



jeqwijeiq_02B39FBC-AD3D-498C-AEFF-BCA546314AAE.JPG Foto: REUTERS / Pilar Olivares
23/07/2019 às 11:51

O Fundo Monetário Internacional (FMI) aplicou na terça-feira (23) um corte acentuado nas estimativas de crescimento econômico na América Latina, devido a uma desaceleração mais pronunciada no Brasil e no México, exacerbada por disputas comerciais globais e pela deterioração da confiança. de investidores e analistas.

Em seu relatório World Economic Outlook, o FMI disse que agora espera que a região como um todo se expanda a uma taxa de 0,6% este ano, um corte de 0,8 pontos percentuais em relação ao último cálculo de abril.  Até 2020, a previsão também foi ajustada ligeiramente para baixo, para 2,3%.

"Na América Latina, a atividade desacelerou significativamente no início do ano em várias economias, principalmente devido a fatores idiossincráticos", disse a agência, que pediu aos governos que regulem os gastos fiscais e o endividamento.

As disputas tarifárias e os acordos comerciais, junto com o aumento da dívida e a incapacidade de levar a cabo grandes reformas macroeconômicas, prejudicaram as perspectivas do Brasil e do México, as principais economias latino-americanas, disse o FMI.

No Brasil, onde a moral está se evaporando após as reduções no rating de crédito e dúvidas sobre a viabilidade da reforma previdenciária, a economia se expandirá 0,8% neste ano, uma queda de 1,3 ponto percentual em relação ao último Estimativa de abril. Em 2020, a atividade melhoraria para 2,4%.

Enquanto isso, o Fundo também apontou para um esfriamento do PIB no México, que atualmente espera finalizar um novo acordo comercial com os Estados Unidos e o Canadá. A segunda maior economia regional cresceria 0,9% neste ano e aumentaria para 1,9% no ano que vem, com uma redução de 0,7 ponto percentual na estimativa de 2019.

A América Latina experimentou uma desaceleração econômica nos últimos anos e em 2018 cresceu apenas 1%, segundo o FMI, prejudicada por fatores geopolíticos, um declínio nos investimentos, dados mais moderados na China e, mais recentemente, por um intrincado cenário comercial.

Em seu relatório divulgado na terça-feira, o Fundo reduziu suas projeções de crescimento global para este ano e o próximo ano em 0,1 ponto percentual, para 3,2% e 3,5%, respectivamente, com riscos em previsões que estavam em grande parte para baixo.

Ameaças

As ameaças incluem "escalada das tensões comerciais e tecnológicas" que podem gerar um período prolongado de aversão ao risco, o que exporia ainda mais as vulnerabilidades das economias emergentes.

O FMI também ressaltou que a economia argentina contraiu no primeiro trimestre, mas em um ritmo mais lento do que em 2018, por isso sua previsão diminuiu ligeiramente este ano no país sul-americano.

O relatório também chamou a atenção para a crise humanitária e o "efeito devastador" da crise venezuelana, onde a economia iria contrair em torno de 35% este ano.

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