Sexta-feira, 19 de Julho de 2019
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Brasil sobe três posições em ranking de países para negócios, segundo o Banco Mundial

Apesar da melhora, país ainda fica muito atrás de outras economias da América do Sul, como a Colômbia (34º) e o Peru (35º); índice mede facilidade de realizar negócios nos locais analisados, através de fatores como acesso ao crédito e reserva de energia elétrica



1.jpg Entre as dificuldades apontadas no levantamento, a infraestrutura de vias e portos brasileiros foi a mais citada
29/10/2014 às 18:12

O Brasil subiu três posições e está em 120° lugar em ranking que posiciona os países segundo o ambiente de negócios, elaborado pelo Banco Mundial. Em primeiro lugar na lista de 189 países está Cingapura. Publicado anualmente, o documento mede a facilidade de fazer negócios em diferentes economias, com base na regulamentação envolvendo questões como acesso ao crédito, à energia elétrica, comércio exterior e processo de abertura de negócio.

Levando-se em conta América Latina e Caribe, o levantamento concluiu que a Colômbia é a economia da região onde é mais fácil fazer negócios. O país, que ficou em 34° lugar no ranking, implementou o maior número de reformas regulatórias desde 2005, totalizando 29. O Banco Mundial destaca, por exemplo, que entre 2013 e 2014 a Colômbia facilitou o acesso ao crédito por meio de nova lei para melhorar o sistema de transações seguras.

Além da Colômbia, estão na lista das cinco primeiras economias regionais em facilidade de negócios: Peru (35°), México (39°), Chile (41°) e Porto Rico (47°). Outro país da região com ambiente de negócios mais favorável que o brasileiro é o Equador (115°). No entanto, o Brasil está melhor do que Argentina (124°), Bolívia (157°) e Venezuela (182°). Fora da América Latina, o ambiente de negócios do Brasil também supera o da Índia (142°).

Este ano, pela primeira vez o Banco Mundial coletou dados em duas cidade por país, no caso das 11 economias cuja população é superior a 100 milhões de habitantes. No Brasil, a pesquisa foi feita em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Professor de modelo de negócios, no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (Ibmec), Ricardo Yogui avalia que a melhora de posição do Brasil no ranking foi “leve”. “Não foi um grande salto, em termos de posição. Talvez reflita resultados da economia, que nós tivemos nos últimos tempos. Tivemos investimentos na área de energia, petróleo. Isso acaba atraindo a atenção internacional”, comenta.

Yogui cita questões que ainda são entraves ao ambiente de negócios no país. “A infraestrutura continua sendo o grande desafio, [assim como] a questão da burocracia. A gente tem que avançar um pouco mais”, diz. O Banco Mundial disponibilizou o relatório em seu site nessa terça-feira (28).

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