Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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ENSINO

Brasil tem menos alunos de ensino superior que 'rivais' da América do Sul

Argentina, Chile e Colômbia estão à frente do país em número de estudantes matriculados em cursos de graduação


28/05/2018 às 17:41

O Brasil tem menos alunos cursando uma graduação do que alguns dos países "rivais" da América do Sul, como a Argentina, o Chile e a Colômbia. Segundo dados da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE, na sigla em inglês), apenas 15% dos jovens brasileiros entre 25 e 34 anos estavam matriculados em um curso do ensino superior em 2015, contra 21% da Argentina e 22% do Chile e da Colômbia.

Se comparado com a taxa média dos 35 países que fazem parte da entidade, a situação é ainda pior, já que 37% das pessoas nessa faixa etária costumam estar na faculdade nessas nações. Apesar disso, o Brasil ainda conseguiu se colocar à frente da maioria dos países chamados BRICS (Rússia, Índia, China e África do Sul): a China tem 10%, a Índia, 11%, e a África do Sul, 12%.

A pesquisa da OCDE ainda revelou que os estudantes brasileiros têm preferência por cursos da área de Humanas, mais especificamente Administração de Empresas e Direito, onde estão 37% dos alunos de ensino superior do país.

Assim como os dados do ensino a distância, a entidade internacional também notou uma preferência pela área de Pedagogia, onde estudam 22% das pessoas entre 25 e 34 anos. Apenas Costa Rica (22%) e Indonésia (28%) têm taxas mais altas de opção pela área.

Também como frequentemente observado nos estudos nacionais, a OCDE aponta uma grande desigualdade na oferta e na variedade de cursos dentro dos estados brasileiros: enquanto regiões como o Sudeste e o Distrito Federal possuem um grande número de alunos em universidades, o Nordeste ainda carece de mais instituições de ensino. A variação chega a ser cinco vezes de diferença em número de matriculados.

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No ano passado, dados da Associação Brasileira de Ensino a Distância (ABED) mostraram que a região Norte, por exemplo, possui apenas 6% de todas as universidades do país que oferecem cursos de pós-graduação.

Enquanto o Pará concentra diversas oportunidades de pós, Rondônia, Acre, Roraima e Amazonas não possuem, neste momento, nenhum curso para quem já é bacharel em alguma área.

Com os programas educacionais do governo brasileiro nos últimos anos, que financiam bolsas de estudos superiores para pessoas de camadas mais baixas, cresceu a presença de alunos em instituições privadas: eles eram 75% do total de alunos brasileiros em 2015 - a média dos países da OCDE é de 33%.

A OCDE também afirmou por meio dos dados que coletou que as pessoas que conseguem se formar em um curso universitário têm vantagens econômicas e sociais: têm 10% mais chances de serem empregados e ganham, em média, 56% mais do que os adultos que só completaram o ensino médio. No entanto, adultos com educação universitária também são menos propensos a sofrer de depressão do que aqueles que não chegaram ao ensino superior.

"É por isso que os jovens adultos estão cada vez mais dispostos a obter uma educação que aumente suas habilidades, ao invés de entrar no mercado de trabalho diretamente após a conclusão do ensino obrigatório", diz um trecho do relatório.

Apesar dos dados, a OCDE afirmou que, levando em conta o intervalo entre 2000 e 2016, o percentual de jovens de 20 a 24 anos que continuaram a estudar após o ensino médio aumentou 10%, em comparação com uma diminuição de 9% daqueles que trabalham.

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