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Cotidiano
ECONOMIA

Brasileiros endividados buscam soluções para negociação de dívidas

Dados recentes mostram volume recorde de inadimplentes no Brasil. Um dos maiores problemas são as dívidas com bancos, que podem chegar a R$ 100 bilhões 04/10/2017 às 15:31
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Notícias recentes mostram que o brasileiro está cada vez mais endividado. E apenas os bancos calculam que contam com cerca de R$ 100 bilhões em dívidas recuperáveis. Isto levou instituições financeiras a se armarem com a contratação de empresas especializadas em cobrança, que passam a ter os créditos desta dívida e realizam os contatos diretamente com os consumidores.

E neste cenário é importante olhar a questão sob o prisma dos consumidores, pessoas físicas ou empresas, cuja maioria certamente deseja quitar suas obrigações. Mas em meio ao processo de negociação, é preciso lembrar os direitos dos consumidores e evitar que sejam pressionados com pagamentos ainda mais elevados por taxas abusivas ou outros instrumentos de cobrança utilizados pelas empresas especializadas.
 
Inadimplência recorde

O número de inadimplentes no Brasil alcançou patamares recordes, tanto entre as pessoas físicas como as jurídicas, ao final do primeiro semestre deste ano. Segundo indicadores da Serasa, o número de consumidores inadimplentes bateu na casa de 61 milhões de endividados em maio último, maior número desde o início da série histórica que começou em 2012. No caso das empresas, o número chegou a 5,1 milhões de CNPJs negativados, também o maior número desde o início da pesquisa em 2015. Os dados foram divulgados no último mês de julho.
 
O que fazer?

Para o advogado Sebastião Rangel, de S.F. Araujo de Castro Rangel Advogados, que atua em questões envolvendo o Código de Defesa do Consumidor, muitas vezes a cobrança é feita de forma bastante contundente, o que pode induzir o inadimplente a fazer negociações equivocadas, elevando ainda mais o tamanho da dívida que, provavelmente, não será cumprida novamente.
 
“É importante que o inadimplente levante todas as informações com as instituições e credores. E, assim como fazem as instituições, ele pode buscar auxílio jurídico para que tenha um representante. Neste momento, será possível ter um melhor entendimento de como amenizar o valor da dívida e iniciar a nova negociação”, aconselha Rangel.
 
Normalmente é possível reduzir os juros da dívida do cliente e também outros componentes da dívida: multa, IOF, juros moratórios, comissão de permanência, taxas capitalização e juros, taxa de abertura de crédito, taxa de serviços de terceiros, taxa de emissão de boleto, taxa de emissão do bem e registro de contrato, entre outros aspectos. “Como as empresas de cobrança utilizam da tática de pressão para tentar resolver a questão, isso pode colocar o inadimplente numa situação de desespero. O representante legal, além de oferecer assessoria jurídica, passa a fazer a interface com as empresas de cobrança, o que levará a uma melhor tomada de decisão. O inadimplente terá um terreno mais propício para acertar suas contas”, acentua o Rangel.

  *Com informações da assessoria de comunicação.

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