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Cotidiano
Pesquisa nacional

Brasileiros estão frequentando os shoppings por lazer e comprando menos

Consumidor brasileiro passa a frequentar mais shoppings, mas muda o perfil de consumo segundo pesquisa nacional. 25/09/2016 às 05:54
Show shopps
Segundo pesquisa nacional, os frequentadores estão comprando menos, mas usando os shoppings para encontrar com os amigos, comer ou ir ao cinema/ Evandro Seixas
Geizyara Brandão Manaus (AM)

Passear no shopping é uma das atividades preferidas dos manauaras! Mais do que um hábito local, isso tornou-se uma constatação. O perfil do consumidor que frequenta os shoppings centers mudou ao longo dos anos, deixando de ser considerado um centro de compras para um espaço de lazer social, de acordo com pesquisa pela Ibope Inteligência e pela GFK.

Segundo a Ibope Inteligência o número de pessoas que frequentam os shoppings aumentou 21% do fim da década de 90 para os dias atuais. Esses frequentadores estão comprando menos, mas usando o espaço para encontrar com os amigos, comer e ir ao cinema.

A coordenadora acadêmica da Academia de Varejo, Patricia Cotti, revela que a alteração da conduta dos centros de compras influenciou diretamente no perfil do consumidor.  “As pessoas tendem a usar muito o shopping como uma alternativa de passeio, de lazer e não, necessariamente, pensando no lado racional de fazer compras. A compra, portanto, deve ser uma decorrência”, disse.

O investimento no lado emocional dos consumidores se tornou prioridade dos shoppings e das lojas levando ao maior engajamento, de acordo com a coordenadora. “[eles] tem primado cada vez mais por aqueles momentos que a gente chama dos momentos de experiência de compra, de tornar a sua loja ou os shoppings em ambientes de convivência e que reflitam o lado emocional. Isso necessariamente não reflete em uma venda imediata, mas reflete em uma venda futura e em um maior engajamento de marca”, explica Cotti.

A  gerente de marketing do Millennium Shopping,  Karla Henderson, assegura que a mudança no perfil do consumidor é sentida nos últimos dez anos.  A mídia social deixou o consumidor mais crítico na hora de tomar as decisões na hora de efetuar a compra e cabe aos malls atentarem para a satisfação do consumidor. “O desafio dos shoppings é entender os desejos e a necessidade dos clientes. Vender é o menor dos processos, temos que fidelizar o consumidor. O shopping prioriza a relação com o cliente do que o ato de comprar”, esclarece.

O estudo realizado pela Gfk, a pedido da Associação Brasileira de Shoppings Centers (ABRASCE), reitera que o lazer é um segmento que continua crescendo no setor. Como, por exemplo, a frequência do consumidor no cinema obteve um salto de 79%, em 2012, para 88% no ano de 2016. Esse costume continua atrelado à alimentação: o percentual de pessoas que foi ao cinema e também consumiu alimentos no mall apresentou alta de 12%  em relação ao período de 2012.

Para Cotti, a tendência é que o número de shoppings centers aumente exponencialmente no país como pode ser observado pelas projeções de entidades ligadas ao setor.]

Crise retrai consumidor e muda hábitos

A crise econômica pela qual o país atravessa também afetou o consumidor diretamente modificando, assim, o perfil dos clientes. “Uma crise atrelada às questões de confiança e às questões políticas. Como o consumidor sente insegurança em relação ao futuro, isso é apartidário, independente de partido. O país breca para que uma solução seja tomada. E isso faz com que os consumidores refreiem economicamente e pensem duas vezes antes de comprar”. 

De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes de Lojistas (CDL) de Manaus, Ralph Assayag, com a crise é natural que as pessoas comprem menos, não apenas nos shoppings centers, mas em lojas do centro de Manaus. Assayag afirma, ainda, que durante os feriados e finais de semana é comum que a população tenha o shopping como opção de lazer pelo fato de disponibilizar serviços como cinema, restaurantes e praça de alimentação, bem como, segurança aos clientes.

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