MANIFESTAÇÃO

Brasileiros vão às ruas em atos a favor e contra Bolsonaro

Muitas marcharam vestidas de preto e protegidas por máscaras. Foi a primeira manifestação contra Bolsonaro em Brasília desde o início da pandemia. "Recua fascista, recua, é o poder popular que está na rua", cantavam os manifestantes

AFP
07/06/2020 às 19:04.
Atualizado em 10/03/2022 às 08:01

(Foto: Sergio Lima )

Brasileiros saíram às ruas neste domingo em São Paulo e Brasília em manifestações a favor e contra o presidente Jair Bolsonaro, em meio a críticas à sua gestão da pandemia de COVID-19.

Centenas de pessoas caminharam pela manhã na Esplanadas dos Ministérios em Brasília para se expressar contra o presidente de ultradireita. "Todos pela democracia", "Contra o racismo e o fascismo" e "O terrorismo é a política de extermínio do governo", diziam alguns dos cartazes exibidos.

Muitas marcharam vestidas de preto e protegidas por máscaras. Foi a primeira manifestação contra Bolsonaro em Brasília desde o início da pandemia. "Recua fascista, recua, é o poder popular que está na rua", cantavam os manifestantes.

Um grupo menor, a favor de Bolsonaro, também se concentrou no coração do poder político. Os seguidores do líder que minimiza a COVID-19 costumam se reunir nos finais de semana, com a presença de Bolsonaro, em frente às sedes dos poderes públicos pedindo o fim do confinamento, "intervenção militar com Bolsonaro" e atacando representantes do Congresso e da Suprema Corte.

Foto: Sérgio Lima

Autoridades locais pediram para manter os atos separados para evitar confrontos.  No domingo passado, a primeira manifestação ocorreu em São Paulo contra o governo federal. Torcedores de dois times rivais de futebol caminharam na Avenida Paulista "contra o fascismo".

Eles foram dispersos pela polícia com armas sônicas e gás lacrimogêneo, depois de alguns confrontos contra apoiadores de Bolsonaro, que se encontravam a poucos metros de distância, questionando as medidas de contenção da pandemia.

O Brasil enfrenta uma grave tensão política, enquanto registra mais de 600.000 casos e 35.000 mortes por COVID-19.

Bolsonaro ataca governadores, prefeitos e outras autoridades pela determinação de quarentenas e defende a publicação parcial de números da doença, que ele classificou como "gripezinha", impedindo o amplo acesso a dados da pandemia.

Apesar dos números crescentes, várias cidades começaram a relaxas as medidas de contenção nesta semana.

Foto: Sérgio Lima

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