Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
PROBLEMAS

Burocracia é apontada por empresários como o principal entrave para produtos do AM

Os empresários e sócios André Zogahib e Jeremias Viga também relatam que a maior dificuldades para exportar são as licenças e autorizações de outros países



cidades_colocar.JPG O empresário Daniel Pinheiro esbarra na burocracia para exportar produtos amazônicos, como buriti, para os EUA (Foto: Euzivaldo Queiroz)
16/03/2017 às 05:00

O Amazonas tem grande potencial para exportar produtos com matéria prima regional e, dessa forma, contribuir na geração de renda de muitas comunidades ribeirinhas, mas algumas burocracias podem impedir e desestimular empresários interessados em levar o Amazonas para outros países por meio de produtos como cosméticos e até polpa de açaí. O tema foi discutido ontem, no auditório da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), no Distrito Industrial, Zona Sul.

O jovem empresário Daniel Pinheiro, 23, proprietário da empresa Biozer da Amazônia, que está incubada no Centro de Incubaçção de Desenvolvimento Empresarial (Cide), contou que uma das metas da empresa é exportar os produtos para os Estado Unidos, mas a exigência de algumas licenças acabam comprometendo a futura exportação.  A empresa de Pinheiro atua em cinco municípios do Estado. “Eles (ribeirinhos) trabalham cultivando em áreas degradadas e nós compramos a produção de cupuaçu, camu camu, pracaxi e buriti”, contou.



Para começar o negócio, Pinheiro precisa ser certificado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Ibama), o que não é simples. “Tem que correr atrás dessa liberação e certificação por estar levando esses produtos para fora”, contou.

Contudo, segundo o empresário, o principal entrave para exportar é o fato de cada país de destino ter uma legislação diferenciada. “Se eu for exportar para os Estados Unidos, tenho que seguir as exigências de lá. Na verdade cada País tem suas exigência e burocracias”, contou.

Os empresários e sócios André Zogahib e Jeremias Viga também relatam que a maior dificuldades para exportar são as licenças e autorizações de outros países. Até o ano passado, eles trabalhavam com importações de outros países, mas perceberam que a exportação de produtos como matéria prima da Amazônia tinha mercado. Foi quando esbarraram nos obstáculos. “O maior desafio que temos é com relação às exigências de outras nações, muitas vezes cada Estado tem a sua e depende também do produto que você pretende exportar, mas a demanda lá fora é grande e isso nos  motiva”, disse.

Medida sustentável

Os empresários afirmaram que as licenças são fundamentais para que as empresas consigam exportar e que contribuir de forma sustentável para o desenvolvimento da Amazônia, uma vez que elas trabalham em áreas de manejo, em comunidades do interior do Amazonas.


Mais de Acritica.com

18 Nov
bradesco_C22DD61C-FE71-4FDD-BB1B-A5B7C048EF01.JPG

TRT11 celebra acordo de R$ 1,1 milhão entre Bradesco e ex-funcionária

18/11/2019 às 11:20

A bancária ingressou com reclamação trabalhista contra o HSBC e o Bradesco em novembro de 2016, pretendendo receber o pagamento de diferenças salariais, horas extras, tempo a disposição da instituição financeira durante as viagens, além indenização pelos danos morais sofridos no ambiente de trabalho


Sobre Portal A Crítica

No Portal A Crítica, você encontra as últimas notícias do Amazonas, colunistas exclusivos, esportes, entretenimento, interior, economia, política, cultura e mais.