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Buscas chegam ao quinto dia sem vestígios do helicóptero e dos passageiros em Atalaia do Norte

Seis equipes foram enviadas para a região da “Cachoeira do Itacoaí”, local da última localização da aeronave que desapareceu com cinco pessoas a bordo 02/06/2015 às 22:29
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Sargento do Exército Bruno confere as coordenadas pelo GPS com os brigadistas da Defesa Civil de Benjamin Constant na busca do helicóptero
Eduardo Gomes/Colaboração Atalaia do Norte (AM)

Após 69 horas de seu desaparecimento, o helicóptero Esquilo prefixo PR ADA da Moreto Táxi Aéreo que transportava piloto e quatro passageiras continua desaparecido em Atalaia do Norte, a 1.138 quilômetros de Manaus (linha reta). No quarto dia de buscas, terça-feira (2), seis equipes foram enviadas para a região da “Cachoeira do Itacoaí”, local da última localização da aeronave que transportava Marceleia Cruz dos Santos Marubo, Luciana Guedes do Carmo (ambas grávidas), a enfermeira Luzia Fernandes Pereira e a acompanhante Marcelânia Souza da Silva.

As buscas foram reforçadas com envio de cães farejadores e homens do Corpo de Bombeiro de Manaus, integrando uma sétima equipe que fez uma varredura de cinco quilômetros a partir do KM 14 da BR 307 (Benjamin Constant/Atalaia do Norte). Nenhum vestígio do helicóptero ou das pessoas que estavam a bordo foi encontrado.

As últimas 24 horas foram de expectativa, diante da boataria que se formou sobre a suposta localização dos passageiros e da aeronave na cidade de Atalaia do Norte. Em uma delas uma equipe foi enviada ao suposto local onde constatou ser restos de um jacaré.

Agora à noite as equipes retornaram para a cidade de Atalaia do Norte, onde se reuniram com o comandante da operação de buscas, tenente coronel Marcos Vieira Santana, comandante do 8º. Batalhão de Infantaria de Selva.

Desde sábado à noite em Atalaia do Norte, o filho da enfermeira Luzia Fernandes Pereira, o tenente da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Yuri Fernandes Souza, 28 está acompanhando o trabalho das equipes de buscas, na sede do Dsei/Javari e na Defesa Civil de Atalaia onde foi montado a base de operações.

Ele afirmou ter recebido da empresa Moreto Táxi Aéreo a garantia de que o helicóptero estava com seguro e que a manutenção da aeronave era utilizado peças e materiais do fabricante.

Na sexta-feira, dia do desaparecimento ele falou ao telefone com a mãe por três vezes, sendo a última por volta das 15 horas quando ela estava embarcando para a aldeia de Pentiaquinho para resgatar as grávidas Marcelânia e Marceleia.

“Ela estava tranquila. Disse que ia fazer essa viagem para desestressar”, afirmou.

Segundo Yuri, sua mãe é natural de Camacuã em Mato Grosso do Sul, avó de três netos dos outros dois irmãos, mais um quarto que estava a caminho. “Ela é uma pessoa tranquila, muito batalhadora. Passamos muitas necessidades”.

Ele revelou que Luizia Fernandes concluiu o ensino médio aos trinta anos de idade e se graduou em enfermagem aos 39 anos. Era a primeira vez que ela trabalhava na área de saúde indígena, tendo exercido a função de agente de saúde e auxiliar de enfermagem e completaria em dezembro dois anos de atuação no Dsei/Javari.

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